domingo, 26 de junho de 2011

Marcha para Jesus vira ato contra união homoafetiva

A 19ª edição da Marcha para Jesus, uma das maiores manifestações religiosas do planeta, se transformou em um ato de afronta ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ameaças aos políticos por parte de lideranças evangélicas. Apesar dos esforços dos organizadores para restringir o enfoque a temas religiosos, assuntos como a união civil de pessoas do mesmo sexo, homofobia e legalização da maconha acabaram dominando os discursos de alguns líderes religiosos.


"A marcha não deixa de ser um ato político", resumiu o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), ligado a Igreja Universal do Reino de Deus. O discurso mais radical foi do pastor Silas Malafaia. Com palavreado vulgar, usando termos como "otário" e "lixo moral", Malafaia atacou duramente a decisão do STF de legalizar a união estável entre pessoas do mesmo sexo. "O STF rasgou a Constituição que, no artigo 226, parágrafo 3º, diz claramente que união estável é entre um homem do gênero masculino e uma mulher do gênero feminino. União homossexual uma vírgula", disse o pastor.

Na sequência, Malafaia passou a atacar a decisão do STF de liberar as marchas da maconha no Brasil.
"Amanhã se alguém quiser fazer uma marcha em favor da pedofilia, do crack ou da cocaína vai poder fazer. Nós, em nome de Deus, dizemos não."

A multidão, estimada pela Polícia Militar em 1 milhão de pessoas - e pelos organizadores em 5 milhões - foi ao delírio e respondeu com gritos de "não, não" com os braços levantados para o céu.
Malafaia ameaçou orientar seus fiéis a não votarem em parlamentares que defendem o Projeto de Lei 122/2006, que criminaliza a homofobia no País. "Ninguém aqui vai pagar de otário, de crente, não. Se for contra a família não vai ter o nosso voto", ameaçou.


O pastor defendeu a desobediência por parte de pastores caso o PL 122 seja aprovado. "Eles querem aprovar uma lei para dizer que a Bíblia é um livro homofóbico e botar uma mordaça em nossa boca. Se aprovarem o PL 122 no mesmo dia, na mesma hora, tudo quando é pastor vai pregar contra a prática homossexual. Quero ver onde vai ter cadeia para botar tanto pastor."

Malafaia classificou como "lixo moral" as pessoas que questionam a interferência das igrejas em assuntos do governo e, embora tenha dito que não tem objetivo de instaurar um estado evangélico no Brasil, "os países mais práticos e as democracias mais evoluídas do mundo tem origem no protestantismo".

O apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer, organizador da marcha, reafirmou o caráter estritamente religioso do evento e disse que manifestações como as de Malafaia e Crivela são opiniões pessoais. Apesar disso, admitiu ser contra o "casamento gay" e a liberação da maconha. Questionado por um repórter sobre o qual fator pesa mais na desagregação da família, o homossexualismo ou o crime de evasão de divisas, pelo qual foi condenado a pena de 140 dias de prisão nos EUA, o apóstolo mudou de assunto.

Fonte:
Último Segundo

Ditadura evangélica? Graças a Zeus, não deixaremos a religião regredir nossa sociedade a este ponto.

3 comentários:

  1. CALOTEIROS DA FÉ, O apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer e esposa, não deveriam estar na cadeia?. Foi publicado pela revista ÉPOCA, N 209, 20 maio 2002 que, o apostolo Estevam Hernandes e a bispa Sonia, lideres da Igreja Renascer em Cristo, acusados por fiéis lideres da Igreja Renascer de estelionato. O apostolo e a bispa respondem a 51 processos na Justiça, que somam R$ 12 milhões, possuíam, na época da publicação, canal TV, Rede Gospel, e em 17 emissoras de radio controladas por sua família. GRANDIOSIDADE: O templo sede tem loja, telões,piscina aquecida e auditório para 6 mil pessoas com teto cenográficos, Vitimas da boa fé, foram ouvidas 21 pessoas por ÉPOCA. Vamos fazer de conta que esquecemos, os crimes mais recentes, Quem já ouviu falar? que aqui no Brasil, eles já cumpriram pena por todos esses crimes? E esse pastor malafaia, é um incitador e monopolista é uma ameaça para a leis do país. Por que multidões seguem criminosos? sem se dar conta disso?. Alan Jorge ...

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  2. Nunca acessei essa página, mas que feliz coincidência entrar justamente neste assunto! Me desculpem a franqueza, mas Malafaia ao se mover pelo fanatismo disse algo nada verdadeiro. Ele se esqueceu de duas coisas: primeiro, Portugal e Espanha são católicos, mas desenvolvidos também, ainda que tenham algumas desvantagem econômica em relação a Alemanha e Inglaterra, por exemplo. Mas nada disso tem a ver com religião. E outra: a Escandinávia, ainda que apresente algum preconceito (não existe cultura sem), é luterana em essência e famosa pelos filmes pornôs (quem não se lembra dos suecos de outrora?) e tem visão bem mais aberta sobre a sexualidade do que o Brasil. Lá a religião não se mistura com política. Sou radicalmente contra a intervenção da religião nos assuntos do Estado, por isso deveriam ser banidos os pastores-parlamentares, tal como fez o Vaticano em proibir seus padres, bispos e arcebispos de serem políticos. AS igrejas vem funcionando como empresas financeiras, pois os pastores se aproveitam da isenção de impostos de suas "instituições filantrópicas" e se enriquecem astronomicamente, numa fétida soberba. Para meu ver, é enriquecimento ilícito, deveria dar cadeia. Para difundir a palavra de Deus deve-se primeiramente ter espírito humilde, como pregava Jesus. Os nomes citados no texto acima não tem essa capacidade. Salete

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  3. Todos têm direito a ser felizes, independentemente de suas crenças ou opiniões.
    As pessoas confundem ‘incomum’ com ‘anormal’. Tudo é normal, embora nem tudo seja comum.
    Ser contra a união homossexual é andar na contramão da evolução humana e social. Essa história é velha na sociedade humana.

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