quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Exoplaneta é descoberto fora da Via Láctea

Astrônomos do Instituto Max Planck e do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) detectaram um planeta com, no mínimo, 1,25 vez a massa de Júpiter na órbita de uma estrela que nasceu fora da Via Láctea, distante atualmente 2 mil anos-luz da Terra. A descoberta foi divulgada nesta quinta-feira (18/11/2010) na revista "Science Express".

Representação artística de HIP 13044 b, planeta maior que Júpiter, que orbita a estrela HIP 13044, distante 2.000 anos-luz da Terra, localizada na direção da constelação da Fornalha. (Crédito: L. Calçada / ESO)

Embora agora se encontre dentro da galáxia que contém o Sol, o astro HIP 13044 pertencia, no passado, a uma galáxia-anã que foi "devorada" pela Via Láctea entre 9 e 6 bilhões de anos atrás. A estrela está localizada na direção da constelação da Fornalha, presente nos céus do hemisfério sul terrestre. O grupo de estrelas com esta origem é conhecido como "Helmi stream".

Catalogado como HIP 13044 b, o exoplaneta foi detectado por causa das oscilações no movimento da estrela companheira. Para essas observações e cálculos, os astrônomos utilizaram o espectrógrafo Feros, instrumento ligado ao telescópio MPG da ESO, com 2,2 metros de comprimento. O equipamento fica no Observatório La Silla, no Chile, que pertence à instituição europeia.

Segundo os cientistas, o exoplaneta é um dos poucos a terem sobrevivido ao período de expansão da estrela que orbita, na qual HIP 13044 esgotou o hidrogênio usado como combustível no núcleo - esta fase da evolução estelar é conhecida como gigante vermelha. Atualmente, a estrela queima hélio em seu centro e voltou a se contrair, afirmam os astrônomos.

"Pela primeira vez, astrônomos detectaram um sistema planetário em uma estrela de origem extragaláctica", afirma Rainer Klement, do Instituto Max Planck, com sede em Heidelberg, na Alemanha. "Detectar planetas em outras galáxias ainda não foi possível, devido ás distâncias enormes, mas essa 'fusão cósmica' trouxe um astro extragaláctico ao nosso alcance."

HIP 13044 b completa uma volta ao redor da estrela em apenas 16 dias. Durante uma nova fase de crescimento da companheira, o exoplaneta pode ser engolfado, afirmam os astrônomos.

Desde o início da procura por exoplanetas, os astrônomos já catalogaram cerca de 500 astros, todos ao redor de estrelas dentro da Via Láctea. Recentemente, um dos menores foi detectado próximo à estrela Gliese 581, com potencial para conter vida.

Fonte:
http://g1.globo.com

Nasa divulga nova imagem de cometa obtida por sonda Deep Impact

A Nasa, a agência espacial americana, divulgou nesta quinta-feira (18/11/2010) nova imagem do cometa Hartley 2. A foto foi tirada pela sonda Deep Impact no início deste mês.

Nova imagem do cometa Hartley 2 foi divulgada nesta quinta-feira (18) (Foto: Nasa JPL Caltech UMD)

O objetivo do projeto, batizado EPOXI, é analisar o núcleo de um cometa pequenino mas hiperativo, caracterizado pela liberação de jatos de gases que podem até alterar sua trajetória.

A Deep Impact chegou a 700 quilômetros do "alvo" a uma velocidade relativa (considerando o movimento da nave e do cometa) de 12 km por segundo. As imagens do encontro cruzaram os 37 milhões de quilômetros da Deep Impact até a rede de antenas do projeto, posicionadas em Goldstone, Califórnia.

Há cinco anos, a Deep Impact disparou um objeto contra o cometa Tempel 1 para colher dados sobre seu núcleo.

Fonte:
http://g1.globo.com

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Galáxia pode conter buraco negro mais jovem já registrado, diz Nasa

Astrônomos da Nasa afirmaram na segunda-feira (15/11/2010) ter descoberto o buraco negro mais jovem já registrado. Localizado na galáxia M100, o objeto provavelmente surgiu após a explosão de uma estrela com muita massa, fenômeno conhecido como supernova e que foi detectado por astrônomos na Terra em 1979. Teria, portanto, apenas 30 anos de existência, contados desde a detecção da explosão.

Imagem da galáxia M100, localizada a 50 milhões de anos-luz da Terra. A supernova SN 1979C é indicada na parte inferior da foto, feita pelo Telesc (Foto: Nasa / AFP Photo)

A idade diz respeito ao conhecimento do fenômeno a partir da Terra, já que o corpo está distante 50 milhões de anos-luz. Observações feitas com os telescópios Chandra e Spitzer, da Nasa, e do Very Large Telescope, do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) permitiram a descoberta. A galáxia M100 está localizada na direção da constelação de Virgem, em um aglomerado de galáxias com o mesmo nome.

Catalogada como SN1979C, a explosão marcou o fim de uma estrela muito massiva, detectada por um astrônomo amador no final da década de 1970. Caso a interpretação agora dada pelos cientistas ao destino da supernova seja correta, o buraco negro teria se originado a partir dessa destruição, após os resquícios do grande astro formarem um objeto com grande densidade e dimensões pequenas.

Caso confirmada, a análise da supernova é válida aos estudiosos pois fornecerá dados sobre os estágios iniciais do nascimento de um buraco negro.

Buracos negros

Buracos negros são corpos muito densos, com dimensões menores que as dos planetas do Sistema Solar. São o estágio final da evolução de estrelas muito pesadas, algumas com milhares de vezes a massa do Sol, que duram apenas milhões de anos e explodem como supernovas.

No centro de cada buraco negro há um objeto sem dimensão e com densidade infinita conhecido como singularidade. Neste local nem mesmo a luz consegue ter velocidade suficiente para escapar. A região em volta de uma singularidade recebe o nome de buraco negro.

Toda informação desta região não consegue ser detectada de forma direta, uma vez que a velocidade da luz é o limite conhecido para o deslocamento de qualquer fenômeno.

Fonte:
http://g1.globo.com

Astronauta europeu vai cultivar plantas no espaço

Cultivar plantas no espaço será crucial para os astronautas do futuro. Numa viagem para Marte, ou mais longe ainda, será necessário produzir comida fresca a bordo das naves, que deverão ser parcialmente autossuficientes.

A estufa é pequena, uma espécie de "estufa pessoal", mas será útil para vários experimentos científicos básicos, dos quais os estudantes europeus poderão participar online.[Imagem: ESA]

A montagem de estufas na Lua, em Marte ou em outros corpos planetários também será uma componente importante nas missões de exploração futuras.

As estufas também fornecem oxigênio e podem trazer alguma vida ao ambiente desolado espaço.

Tratar de plantas é uma boa forma de manter recordações da Terra e uma forma agradável de passar o tempo durante a longa e possivelmente aborrecida viagem interplanetária.

Estufa no espaço

É com um olho nesse quadro que o astronauta Paolo Nespoli levará uma pequena estufa para a Estação Espacial Internacional. O outro olho estará voltado para as próximas gerações, que eventualmente serão os personagens daquele futuro que se vislumbra.

A estufa é pequena, uma espécie de "estufa pessoal", mas será útil para vários experimentos científicos básicos, dos quais os estudantes europeus poderão participar online.

O projeto Estufa no Espaço, proposto e concebido pelo departamento de Voos Tripulados da Agência Espacial Europeia (ESA), será uma oportunidade para os estudantes se interessarem um pouco mais pela ciência, tanto pela biologia, quanto pela exploração espacial.

A estufa não é pequena por acaso: enquanto o astronauta cultiva as plantas e observa seu ciclo de vida no espaço, as crianças terão a oportunidade de fazer o mesmo com as suas próprias experiências em terra, usando réplicas da estufa espacial e as mesmas espécies de plantas.

Mentes subdesenvolvidas

A experiência vai começar com o cultivo de uma planta da família das couves, a Arabidopsis thaliana, dentro do Laboratório Columbus, na Estação Espacial Internacional. As crianças começarão a sua própria experiência na terra ao mesmo tempo.

Esquema da estufa espacial, que será distribuída para os estudantes participantes do experimento. [Imagem: ESA]

Paolo irá tirar fotos do ciclo de crescimento das plantas e fazer gravações de vídeo dos passos essenciais no cuidado das plantas, publicando tudo no site da missão.

As crianças que participarem poderão comparar a experiência no espaço com a experiência que estiverem fazendo em terra.

Os jovens cientistas no solo, e Paolo em órbita, irão seguir o ciclo de crescimento das suas plantas por cerca de dez semanas. As crianças serão encorajadas a partilhar as suas observações com outros jovens que estiverem participando da mesma experiência, criando uma rede em toda a Europa que irá ligar os "jovens cientistas".

As crianças poderão enviar seus resultados finais e sua observações para a equipe educacional da ESA, que irá montar uma lição final online, que poderá ser baixada por outras escolas e professores.

A experiência será lançada em meados de Fevereiro de 2011 num evento ao vivo que juntará cerca de 750 crianças em quatro locais da Europa.

Quando, em 2006, o primeiro astronauta brasileiro levou experiências científicas simples para a Estação Espacial Internacional, voltadas para entusiasmar os jovens estudantes sobre a ciência, a maior parte da própria comunidade científica brasileira não poupou críticas à iniciativa - eventualmente no pressuposto de que a próxima geração de cientistas crescerá e amadurecerá sem necessitar de qualquer cuidado.

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Hubble cria mapa da matéria escura

Usando uma gigantesca lupa cósmica, astrônomos usaram o Telescópio Espacial Hubble para criar um dos mapas mais nítidos e mais detalhados já feitos da matéria escura no Universo.

A matéria escura é representada na imagem pelas manchas claras. Mas se a matéria escura é invisível - é por isto que ele é chamada de escura - como é que os astrônomos fizeram uma imagem dela? [Imagem: NASA, ESA, and Z. Levay (STScI)]

A matéria escura é uma substância invisível e desconhecida, nunca detectada diretamente, que se acredita compor 22% da massa do Universo, enquanto a matéria comum, das estrelas e planetas, seres humanos inclusive, representa apenas 4%.

Mas se a matéria escura é invisível - é por isto que ele é chamada de escura - como é que os astrônomos fizeram uma imagem dela?

A equipe do Dr. Dan Coe, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, direcionou uma das câmeras do Hubble para o gigantesco aglomerado de galáxias Abell 1689, situado a 2,2 bilhões de anos-luz de distância.

A gravidade do aglomerado é grande demais, não podendo ser explicada pela matéria comum - logo, deve ser gerada pela matéria escura. Essa enorme gravidade age como uma lente de aumento cósmica, dobrando e amplificando a luz de galáxias mais distantes, por trás do aglomerado.

Lente gravitacional

O efeito, chamado de lente gravitacional, produz imagens múltiplas, distorcidas, e grandemente ampliadas dessas galáxias.

Ao estudar as imagens distorcidas, os astrônomos calcularam a quantidade de matéria que seria necessária para gerar a gravidade que provocou tais distorções. Deduzindo a massa das galáxias visíveis, eles obtiveram a quantidade de matéria escura que deve existir lá.

"Outros métodos baseiam-se em fazer uma série de suposições sobre como seria o mapa de massa, e então os astrônomos escolhem aquele que melhor se adapta aos dados. Utilizando nosso método, podemos obter, diretamente a partir dos dados, um mapa de massa," explicou Coe.

Os astrônomos estão planejando agora estudar mais aglomerados de galáxias para confirmar a possível influência da energia escura.

Há muita controvérsia entre os estudiosos sobre a matéria e a energia escuras. Enquanto alguns afirmam que a existência da matéria escura está comprovada, outros lançam dúvidas sobre a existência desse "lado escuro do Universo".

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Experimento sugere existência de uma nova partícula

Um experimento realizado no Fermilab - uma espécie LHC dos Estados Unidos, só que menor - parece dar suporte a uma descoberta relatada há mais de 20 anos e que mostraria falhas no Modelo Padrão da Física.

O anel de luz, detectado por alguns dos mais de mil sensores de luz dentro do detector, indica a colisáo de um neutrino do múon com o núcleo de um átomo.[Imagem: Fermilab]

A equipe descobriu indícios da existência de uma nova partícula elementar: um quarto tipo de neutrino.

Mais do que isso, os resultados mostram a violação de uma simetria fundamental do Universo, que estabelece que as partículas de antimatéria se comportam da mesma forma que os seus equivalentes de matéria.

Neutrinos

Neutrinos são partículas elementares neutras, que nascem do decaimento radioativo de outras partículas.

Os neutrinos vêm em três "sabores", que são as contrapartidas neutras dos elétrons e dos seus primos mais pesados, os múons e os taus.

Independentemente do sabor original de um neutrino, essas partículas constantemente mudam de um tipo para outro, em um fenômeno chamado "oscilação de sabores dos neutrinos" - um neutrino do elétron pode se tornar um neutrino do múon e, posteriormente, voltar a ser um neutrino do elétron.

Agora, no experimento chamado MiniBooNE (Mini Booster Neutrino Experiment), os pesquisadores detectaram mais oscilações dos neutrinos do que seria possível se houvesse apenas três sabores deles.

"Estes resultados implicam que, ou há novas partículas, ou há forças que nós não havíamos imaginado antes," conta Byron Roe, da Universidade de Michigan. "A explicação mais simples envolve considerar a existência de novas partículas parecidas com os neutrinos, ou neutrinos estéreis, que não sofrem as interações fracas normais."

Os três tipos conhecidos de neutrinos interagem com a matéria principalmente através da força nuclear fraca, o que os torna difíceis de detectar. A hipótese é que esse quarto sabor não interagiria através da força fraca, tornando-o ainda mais difícil de identificar.

Composição do Universo

Para William Louis, um cientista do Laboratório Nacional Los Alamos, também envolvido no experimento MiniBooNE, a existência dos neutrinos estéreis poderia ajudar a explicar a composição do Universo.

"Físicos e astrônomos estão à procura de neutrinos estéreis porque eles poderiam explicar uma parte, ou mesmo toda, a matéria escura do Universo", disse Louis. "Os neutrinos estéreis também poderiam eventualmente ajudar a explicar a assimetria da matéria no Universo, ou porque o Universo é composto principalmente de matéria, e não de antimatéria."

Resultados similares do experimento MiniBooNE foram obtidos há menos de seis, quando cientistas europeus detectaram o que eles chamaram de neutrino camaleão, justamente porque os neutrinos mostraram uma oscilação maior do que a prevista pelo Modelo Padrão da Física.

Simetria de paridade

Os resultados agora obtidos parecem violar também a "simetria de paridade de carga" do Universo, que afirma que as leis da física se aplicam da mesma forma às partículas e às suas equivalentes antipartículas.

Violações desta simetria já foram vistas em alguns decaimentos raros, mas nunca antes com neutrinos.

Os experimentos, contudo, ainda não são definitivos. Segundo os cientistas, eles precisam acumular uma quantidade maior de dados para que seja possível descartar de vez todas as predições feitas pelo Modelo Padrão.

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Átomos pela Paz: uma colisão galáctica em ação

Átomos pela paz

Astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) captaram uma imagem espectacular da famosa galáxia Átomos pela Paz (NGC 7252).

O nome da galáxia Átomos pela Paz foi dado em homenagem a um discurso de um presidente dos Estados Unidos, que defendia o uso da energia nuclear para fins pacíficos.[Imagem: ESO]

Este amontoado galáctico, que se formou pela colisão de duas galáxias, dá aos astrônomos uma excelente oportunidade de estudar quais são os efeitos da fusão de galáxias na evolução do Universo.

Átomos pela Paz é o curioso nome dado a um par de galáxias em fusão, situado a cerca de 220 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Aquário.

Estas galáxias são também conhecidas por NGC 7252 e Arp 226, e são suficientemente brilhantes para serem vistas como uma mancha desfocada muito tênue com telescópios amadores.

Esta imagem, de grande profundidade, foi obtida pelo instrumento Wide Field Imager, montado no telescópio MPG/ESO de 2,2 metros, situado no Observatório de La Silla, no Chile.

Colisão de galáxias

Uma colisão de galáxias é um dos processos mais importantes na evolução do Universo. O estudo deste fenômeno pode dar pistas importantes sobre a ascendência das galáxias atuais.

Felizmente, tais colisões são processos que duram centenas de milhões de anos, o que dá tempo suficiente aos astrônomos para estudá-los sem pressa.

Na colisão que originou a Átomos pela Paz, o intricado jogo de interações gravitacionais pode ser visto nas formas das caudas produzidas pelas correntes de estrelas, gás e poeira.

A imagem mostra também as incríveis conchas que se formam quando gás e estrelas são arrancados das galáxias em colisão e enrolados em torno do núcleo conjunto.

Embora muito material seja ejetado para o espaço, há regiões onde o material é comprimido, dando origem a intensa formação estelar. O resultado é a formação de centenas de enxames estelares muito jovens, com cerca de 50 a 500 milhões de anos, os quais se acredita serem os pais dos enxames globulares.

A Átomos pela Paz pode bem ser um retrato do nosso futuro e do destino da Via Láctea. Os astrônomos acreditam que, dentro de cerca de três ou quatro bilhões de anos, a Via Láctea irá colidir com Andrômeda.

Por que Átomos pela Paz?

O curioso nome da galáxia tem uma história interessante.

Em Dezembro de 1953, o presidente dos Estados Unidos, Eisenhower, fez um discurso que foi apelidado de Átomos pela Paz. Esse discurso visava promover a energia nuclear para fins pacíficos - um assunto particularmente quente naquele momento.

O discurso e a conferência onde ele foi feito produziram reflexos na comunidade científica, o que levou a que a NGC 7252 fosse batizada de galáxia Átomos pela Paz.

De certo modo, o nome é estranhamente apropriado: a forma curiosa que observamos é o resultado da fusão de duas galáxias, que se unem para produzir algo completamente novo e magnífico, um pouco como acontece na fusão nuclear.

Além disso, as laçadas gigantes observadas na imagem lembram o diagrama dos elétrons em órbita de um núcleo atômico.

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Super telescópio espacial é ameaçado por problemas de gestão

Ciência boa, administração ruim

"Os problemas que estão causando a elevação dos custos e os atrasos no cronograma do Projeto JWST estão associados com problemas de orçamento e de gestão do programa, e não por questões de desempenho técnico."

Um dos objetivos do James Webb será identificar as mais distantes galáxias, que se formaram quando o Universo era muito jovem, e tentar ligar a formação da Via Láctea com o Big Bang. [Imagem: NASA]

É assim que começa um relatório independente que revisou o projeto do James Webb Space Telescope (JWST), um super telescópio que deverá substituir, e superar largamente, o telescópio espacial Hubble.

A avaliação foi pedida pela senadora Barbara Mikulski, que afirma apoiar a astronomia espacial, mas não que não gosta de orçamentos furados.

E ela parecia ter razão. A comissão independente avaliou que a própria NASA não percebeu erros no orçamento original e que tampouco os gerentes do projeto tomaram as medidas adequadas.

A NASA respondeu que "não tinha o pessoal necessário" para fazer o trabalho na época e já trocou os administradores da missão.

Telescópio James Webb

O James Webb já consumiu US$ 5 bilhões e ainda precisará de outro US$1,5 bilhão.

O problema maior é que nem todo esse dinheiro já está garantido: o projeto deverá conseguir pelo menos mais US$200 milhões adicionais em 2011 e outros US$200 milhões em 2012.

Os prejuízos já são líquidos e certos: o James Webb sofrerá novo atraso e é mais provável que seja lançado no período entre 2015 e 2017. O cronograma inicial previa o lançamento em 2011, e o atual estabelecia o lançamento para 2014.

O James Webb terá um espelho de berílio de 6,5 metros, quase três vezes maior do que o espelho do Hubble. Ele "enxergará" o Universo na faixa visível do espectro, mas será otimizado principalmente para a observação na faixa infravermelha.

Um de seus objetivos será identificar as mais distantes galáxias, que se formaram quando o Universo era muito jovem, e tentar ligar a formação da Via Láctea com o Big Bang.

Blocos básicos da vida

A missão abarcará quatro áreas científicas principais:

Primeiras luzes e a Reionização vai procurar identificar os primeiros objetos luminosos que se formaram no Universo primordial e acompanhar a era da ionização.

Formação das Galáxias, que irá determinar como as galáxias, e a matéria escura, incluindo gás, estrelas, metais, estruturas físicas (como braços espirais) e núcleos ativos, evoluíram até os dias atuais.

A Pesquisa sobre o Nascimento das Estrelas e dos Sistemas Protoplanetários irá focar no nascimento e no desenvolvimento inicial das estrelas e na formação dos planetas.

Sistemas Planetários e as Origens da Vida irá estudar as propriedades físicas e químicas dos sistemas planetários (incluindo o nosso) e onde os "blocos básicos de construção da vida" podem estar presentes.

Fonte:
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domingo, 14 de novembro de 2010

A 10 trilhões de °C, LHC pode ter criado novo estado da matéria

No último dia 7, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), maior acelerador de partículas do mundo, começou a colidir átomos pesados (de chumbo), em vez da usual colisão entre prótons, o que causou a produção de "mini big bangs". Por causa desses fenômenos, o colisor está alcançando a temperatura de 10 trilhões de °C, marca recorde em um experimento científico. "A importância deste novo fato é que espera-se com essa temperatura a criação de um novo estado da matéria, o chamado plasma de quarks e glúons", diz o brasileiro Gilvan Augusto Alves, doutor em física e colaborador do projeto do LHC.

Imagem gerada em computador reproduz a colisão de átomos de chumbo Foto: Cern/Divulgação

Essa comprovação, afirma Alves, é importante para verificar se a teoria das interações fortes - a cromodinâmica quântica - descreve de forma adequada as interações que mantém as partículas unidas no núcleo do átomo.

O que é a teoria da cromodinâmica quântica?

Desde que se observou que os prótons e nêutrons são compostos de quarks, ficou claro que a mesma força que mantém o núcleo atômico unido, chamada de força nuclear forte, também é responsável por manter os quarks unidos no interior de prótons e nêutrons. "A teoria da cromodinâmica quântica explica como acontecem as interações entre quarks, e consequentemente, toda a matéria nuclear."

Na opinião de Gilvan Alves, essa teoria é importante não só pelo fato de descrever as forças que formam prótons, nêutrons e toda a matéria nuclear, mas também por explicar como se produzem todos os outros tipos de quarks, como o quark top, e até mesmo como deve ser a produção do Bóson de Higgs, um dos principais objetivos dos experimentos do LHC.

Conclusões só depois de 2012

Essa foi a primeira vez que esse tipo de colisão de núcleos foi feita no LHC, e o processo deve durar até 6 de dezembro. Alves explica que a comunidade científica não espera um resultado conclusivo agora, pois o projeto possui outros objetivos mais imediatos. "Acontece que a prioridade do LHC é descobrir o bóson de Higgs e outros fenômenos que não estejam previstos pela teoria (da cromodinâmica quântica), então as colisões de núcleos pesados tem que esperar, pois até 2012 o LHC vai operar com prótons, que é o modo de operação onde se tem mais chance de produzir esses novos fenômenos", diz o pesquisador.

"Na verdade essa confirmação leva um certo tempo, pois são necessárias várias colisões com as mesmas características para que se tenha certeza que o estado foi produzido, e nem todas as colisões produzem o plasma de quarks e glúons. Além disso, espera-se que todos os experimentos (os detectores Alice, CMS e Atlas, que fazem os registros das colisões) confirmem esse estado e isso também não é imediato", falou.

Ele define esta fase como uma espécie de teste, que verificou se o acelerador funciona bem com a colisão de núcleos. "São necessários vários meses de colisões para que se tenham dados suficientes para uma resposta conclusiva, e isso só deve acontecer depois de 2012", revelou.

O acelerador de partículas vai continuar colidindo núcleos de chumbo para estudar em detalhes esse tipo de fenômeno até o dia 6 de dezembro. Depois disso, haverá uma pausa para manutenção e, em fevereiro de 2011, retomará as colisões de prótons a 7 teraelétron-volts (TeV) - energia 3,5 vezes superior a qualquer outro acelerador de partículas, mas bem abaixo dos 14 TeV que os pesquisadores pretendem atingir em 2013 -, que devem continuar até o final de 2011.

Como o LHC não derrete?

Mesmo atingindo tal temperatura, o equipamento não derrete devido à colisão dos núcleos de chumbo ocorrer no vácuo do acelerador. Quando as partículas resultantes da colisão atingem os detectores, que estão fora do vácuo, a temperatura já é baixa o suficiente para não causar problemas ao equipamento, embora ainda cause algum tipo de dano pela radiação intensa, o que segundo Gilvan Alves, "é aceitável".

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Estrela em Plêiades destrói nebulosa

No aglomerado de estrelas Plêiades, uma nebulosa está sendo destruída devido à intensa luz de um dos sóis.

A estrela Merope (que não aparece na foto, mas está no canto esquerdo) está destruindo sua vizinha nebulosa

Localizado a apenas 400 anos-luz, o Plêiades, também conhecido como Sete Irmãs ou M45, é um dos clusters mais próximos e mais brilhantes – e pode ser visto a olho nu aqui da Terra.

Nos últimos 100 mil anos, esta nuvem de gás e poeira fotografada pelo Hubble acabou se aproximando tanto de uma das estrelas que a luz emitida por ela está repelindo seu material – especialmente as pequenas partículas, repelidas com ainda mais força.

A distância entre a nebulosa e a estrela Merope é apenas 3.500 vezes aquela entre a Terra e o Sol. Como resultado, parte da poeira ficou estratificada, apontando em direção a Merope.

As partículas mais próximas da estrela são as de maior massa, e menos afetadas pela pressão da radiação. Com o passar do tempo, toda a nebulosa será destruída.

Fonte:
http://info.abril.com.br

Astrônomos descobrem bolhas gigantescas na Via Láctea

Usando dados do Telescópio Fermi, uma equipe de astrônomos e astrofísicos identificou uma gigantesca estrutura que abrange mais da metade do céu visível, espalhando-se a partir do eixo central da Via Láctea.

De uma extremidade a outra, as bolhas de raios gama estendem-se por 50.000 anos-luz, metade do diâmetro da Via Láctea. [Imagem: Goddard Space Flight Center]

A partir do centro da galáxia, as duas bolhas prolongam-se em direções opostas, cobrindo da constelação de Virgem até a constelação de Grus.

Mas como é que algo tão grande nunca havia sido visto antes?

A chave é o Telescópio Espacial Fermi, da NASA, o mais sensível detector de raios gama já lançado ao espaço. Raios gama são a forma mais energética da luz.

Outros astrônomos que estudaram os raios gama não haviam detectado as bolhas em parte por causa de um "nevoeiro" de radiação gama que aparece em todo o céu.

Essa neblina de alta energia surge quando partículas se movendo perto da velocidade da luz interagem com a luz e com o gás interestelar na Via Láctea.

A equipe do telescópio refina constantemente seus modelos, de forma a descobrir novas fontes de raios gama obscurecidas por esta emissão difusa.

Emissão de raios gama

Usando várias estimativas da neblina de raios gama, Doug Finkbeiner e seus colegas do Centro Harvard-Smithsoniano para Astrofísica, nos Estados Unidos, foram capazes de "soprá-la" das imagens, desvendando as bolhas gigantes.

Agora falta descobrir o que exatamente são as bolhas: "Nós não entendemos completamente nem sua natureza e nem a sua origem," diz Finkbeiner.

A equipe está realizando mais análises para entender melhor como a estrutura pode ter sido formada. As emissões das bolhas são muito mais energéticas do que o nevoeiro de raios gama visto em outras partes da Via Láctea.

As bolhas também parecem ter bordas bem definidas. A forma da estrutura e as emissões sugerem que ela se formou como resultado de uma liberação de energia grande e relativamente rápida - cuja origem continua um mistério.

Outros astrônomos que estudaram os raios gama não haviam detectado as bolhas em parte por causa de um "nevoeiro" de radiação gama que aparece em todo o céu. [Imagem: NASA/DOE/Fermi LAT/D. Finkbeiner et al.]

Uma possibilidade inclui um jato de partículas de um buraco negro supermaciço no centro da galáxia.

Em muitas outras galáxias, os astrônomos já observaram jatos de partículas alimentados pela matéria que cai dentro de um buraco negro central. Embora não haja evidências de que o buraco negro da Via Láctea tenha um jato assim na atualidade, ele pode ter tido no passado.

As bolhas também podem ter-se formado como resultado da ejeção de gás de uma explosão de formação de estrelas, talvez a que produziu muitos aglomerados de estrelas maciças no centro da Via Láctea, vários milhões de anos atrás.

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Astrônomos acham sistema planetário ao redor de estrela binária

Astrônomos das universidades de Warwick e de Sheffield, ambas no Reino Unido, afirmam ter descoberto um raro sistema planetário em uma estrela binária.

A estrela binária NN Serpentis é formada por uma estrela anã vermelha e uma anã branca que orbitam uma a outra e estão muito próximas, o que diminui o tempo de órbita - se elas estivessem no lugar do nosso Sol, veríamos a anã vermelha, que é maior, eclipsar a branca a cada três horas e sete minutos.

Astrônomos dizem que as prováveis cores e tamanhos dos planetas e estrelas lembram um jogo de sinuca
Foto: Universidade de Sheffield/ Universidade de Warwick /Divulgação

Já se acreditava que pelo menos um planeta orbitava NN Serpentis. Contudo, um estudo desses constantes eclipses registrou um padrão de pequenas, mas significantes irregularidades na órbita das estrelas e indicou a presença de dois planetas gigantes gasosos. Um deles com seis vezes a massa de Júpiter e com uma órbita de 15,5 anos ao redor da estrela binária. O outro, acreditam os astrônomos, tem 1,6 vezes a massa do nosso maior planeta e leva 7,75 anos para terminar sua órbita.

Segundo os astrônomos, a descoberta de planetas já se tornou mais comum - são conhecidos pelos menos 490 fora do Sistema Solar. Contudo, poucos sistemas planetários são conhecidos em estrelas binárias.

"Se estes planetas nasceram com suas estrelas, eles devem ter sobrevivido a um evento dramático há milhões de anos: quando a estrela primária original inchou e se transformou em uma vermelha gigante, fazendo a estrela secundária "mergulhar" nesta estreita órbita atual, e assim lançando a maior parte da massa da primária", diz Vikram Dhillon, da Universidade de Sheffield. Outra possibilidade é que os planetas tenham se formado da massa ejetada pela estrela.

"Mais da metade das estrelas são binárias, mas nós temos muito a aprender sobre os efeitos de planetas ao redor delas. Uma vez que estes planetas podem ser muito jovens, eles ainda pode ser muito brilhantes, o que significa que nós poderíamos olhar diretamente para a luz deles (observar diretamente os planetas). É uma possibilidade muito empolgante", diz Stuart Littlefair, também de Sheffield.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Nasa divulga nova imagem da "estrela da morte"

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou nesta segunda-feira uma nova imagem da "estrela da morte", como é conhecida a lua Mimas, de Saturno, por causa da sua semelhança com a estação espacial esférica chefiada pelo vilão Darth Vader na saga Star Wars.

Lua Mimas lembra a Estrela da Morte da trilogia Star Wars
Foto: Divulgação

O que mais chama a atenção na lua é a gigantesca cratera Herschel, com 130 km de largura. A cratera é um dos objetos mais estudados pela missão Cassini.

A imagem foi registrada em luz visível no dia 16 de outubro e divulgada nesta segunda-feira. A sonda estava a 103 mil km de distância quando fez a fotografia.

A missão é uma cooperação entre a Nasa e as agências espaciais europeia (ESA, na sigla em inglês) e italiana, sendo administrada pelo Laboratório de Propulsão a Jato, no Instituto de Tecnologia de Pasadena, nos Estados Unidos.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

LHC cria "mini big bangs" e chega a 10 trilhões de °C

O Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), maior acelerador de partículas do mundo, vê as maiores temperaturas já produzidas por um experimento científico, graças a uma agitação que lembra "mini big bangs". Por causa desses fenômenos, o colisor está alcançando a temperatura de 10 trilhões de °C. As informações são do site da revista New Scientist.

Imagem gerada por computador reproduz como foram colisões

No dia 7 de novembro, o LHC começou a colidir átomos pesados (de chumbo), em vez da usual colisão entre prótons, o que causou a produção dos "mini big bangs". Nesta temperatura, o núcleo dos átomos derrete em uma mistura de quarks e glúons, conhecida por plasma de quark e glúon.

A formação desse plasma é fundamental para o sucesso da teoria da cromodinâmica quântica (QCD, na sigla em inglês), que explica que, enquanto pesquisamos o passado cada vez mais antigo da história do universo, a força das interações cai para quase zero.

em outras palavras, o plasma resultante permitirá aos cientistas estudarem o universo da forma em que era aproximadamente um milionésimo de segundo após o big bang.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br

Acelerador de partículas LHC ativa colisões de íons de chumbo

O grande acelerador de partículas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), o mais potente do mundo, provocou as primeiras colisões de íons de chumbo, despertando mais incógnitas sobre a origem do Universo. Segundo o organismo, os experimentos com as partículas pesadas começaram nesta segunda-feira (8), pois conseguiram condições estáveis no funcionamento do acelerador e nas colisões.

Monitor registra choque subatômico promovido pelo LHC nesta segunda-feira (8) (Foto: ATLAS Experiment / Cern divulgação)

O maior experimento científico do mundo consiste em colidir partículas no nível mais alto de energia já tentado, recriando as condições presentes no momento do Big Bang, que teria marcado o nascimento do universo, 13,7 bilhões de anos atrás.

O LHC, situado em um túnel subterrâneo circular de 27 quilômetros de extensão sob a fronteiro franco-suíça, começou a circular partículas em novembro de 2009 (depois de ser fechado em setembro de 2008 por causa de superaquecimento). Em 30 de março deste ano, o LHC promoveu as primeiras supercolisões de partículas 'de laboratório' da história.

'Nova fase'
Os experimentos com íons de chumbo abrem "uma nova fase na pesquisa do programa do acelerador para sondar a matéria, como acontecia nos primeiros instantes do Universo", logo depois do Big Bang, segundo o Cern.

Técnicos instalam componentes do Atlas, um dos detectores de partículas do LHC (Foto: Claudia Marcelloni / Cern 24-7-2009)

"Um dos principais objetivos desta nova fase é produzir quantidades ínfimas dessa matéria e estudar sua evolução para aquela que constitui o Universo atualmente", precisou o organismo.

"A rapidez na transição para as colisões de íons de chumbo representa um sintoma de maturidade do LHC", segundo o diretor geral do Cern, Rolf Heuer.

O LHC acelerará e chocará íons de chumbo até o dia 6 de dezembro, momento em que a máquina fará uma parada técnica para sua manutenção, antes de retomar as atividades em fevereiro de 2011.

Fonte:
http://g1.globo.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sonda é bem-sucedida em manobra para analisar núcleo de cometa

A Nasa, a agência espacial americana, aproximou com sucesso a sonda Deep Impact do cometa Hartley 2 nesta quinta-feira (4/11/2010).

Gravura mostra Deep Impact passando pelo cometa Hartley 2 (ilustração: Nasa)

O objetivo do projeto, batizado EPOXI, é analisar o núcleo de um cometa pequenino mas hiperativo, caracterizado pela liberação de jatos de gases que podem até alterar sua trajetória.

A Deep Impact chegou a 700 quilômetros do "alvo" a uma velocidade relativa (considerando o movimento da nave e do cometa) de 12 km por segundo.

Uma das primeiras imagens enviadas pela sonda para a base da missão (reprodução)

Oito minutos antes da maior aproximação, às 11h59 (hora de Brasília), a antena da nave foi apontada para a Terra e começou a descarregar memória de seu computador de bordo, liberando pacotes de dados técnicos sobre as condições da sonda.

Cerca de 20 minutos depois, as primeiras imagens do encontro cruzaram os 37 milhões de quilômetros da Deep Impact até a rede de antenas do projeto, posicionadas em Goldstone, Califórnia.

O Hartley 2, em imagem enviada pela sonda Deep Impact (Foto: Nasa / JPL-Caltech)

A primeira imagem do Hartley 2 chegou à base da missão, o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia, às 13h01 (hora de Brasília). A sequência completa está disponível no site da Nasa.

Primeira imagem do 'encontro' com o cometa Hartley 2 chegou às 13h01 de Brasília (ilustração: Nasa / JPL-Caltech)

Há cinco anos, a Deep Impact disparou um objeto contra o cometa Tempel 1para colher dados sobre seu núcleo. Foi a primeira vez que informações sobre o núcleo de um cometa foram obtidas.

Fonte:
http://g1.globo.com

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Descobertos sinais de fontes de água quente no passado de Marte

Depósitos minerais de mais de 3 bilhões de anos encontrados em um vulcão de Marte podem preservar sinais de um ambiente habitável no planeta vermelho.

NASA/JPL-Caltech
Projeção do cone vulcânico de NIli patera, com depósitos brancos de sílica hidratada

Observações do satélite Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) permitiram que pesquisadores identificassem o mineral como sílica hidratada, e determinassem seu contexto. A composição dos depósitos e sua localização, nos flancos de um cone vulcânico, são a melhor evidência já descoberta em Marte de um ambiente hidrotermal - uma fumarola, ou nascente de água quente - diz nota emitida pelo Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.

Ambientes semelhantes podem ter fornecido hábitats para as primeiras formas de vida na Terra.

"O calor e a água necessários para criar esse depósito provavelmente fizeram dessa uma zona habitável", disse J.R. Skok, da Universidade Brown, principal autor do artigo com essas descobertas, publicado na revista Nature Geoscience. "Se houve vida ali, este seria um tipo promissor de depósito para sepultá-la - um necrotério de micróbios".

Nenhum estudo ainda foi capaz de determinar se Marte já teve vida no passado.Os novos resultados se unem à massa de evidência de que, em algumas épocas e lugares, o planeta pode ter tido ambientes capazes de sustentar micro-organismos.

O pequeno cone vulcânico se ergue cerca de 100 metros acima do fundo de uma depressão chamada Nili Patera. A patera, que é o fundo de uma caldeira vulcânica, ocupa cerca de 50 km da região vulcânica de Syrtis Major, na zona equatorial de Marte. Antes que o cone se formasse, fluxos de lava cobriam as planícies próximas. O desmoronamento de uma câmara de magma subterrânea da onde a lava emanava criou a depressão.

Fluxos de lava subsequentes cobriram o chão da Nili Patera. O cone foi construído de fluxos ainda posteriores, aparentemente depois que o magma subterrâneo adquiriu uma textura espessa o bastante para permitir a acumulação de material sob a forma de um cone.

Observações de câmeras do MRO revelaram superfícies brilhantes perto do topo do cone, espalhando-se pelos flancos, e no chão dos arredores. A composição dessas áreas brilhantes foi analisada por um instrumento a bordo do MRO.

A sílica pode ser dissolvida, transportada e concentrada por água quente. A sílica hidratada identificada nos locais mais elevados indica que nascentes de água quente ou fumarolas alimentadas por calor interno criaram os depósitos.

As zonas habitáveis, se existiram, teriam estado dentro ou na periferia das vias condutoras de água quente.

Fonte:
http://www.estadao.com.br

Nasa revela existência de milhões de planetas do tamanho da Terra

Estudo encomendade pela Nasa - a agência espacial americana - aponta que pelo menos uma em cada quatro estrelas similares ao Sol na Via Láctea pode ter planetas do mesmo tamanho do que a Terra, o que indica que podem existir milhões desse tipo, alguns deles potencialmente habitáveis.


Trata-se do censo planetário mais amplo jamais realizado, explicou a agência, que encomendou à Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, esta pesquisa publicada pela revista Science em sua edição de 29 de outubro.

"Este é o resultado de anos de acompanhamento estatístico dos planetas", indicou o astrônomo Geoffrey Marcy, da Universidade da Califórnia, em Berkeley, um dos principais coautores da pesquisa. "Os dados recolhidos indicam que nossa galáxia contém cerca de 200 bilhões de estrelas, tem pelo menos 46 bilhões de planetas do mesmo tamanho que a Terra, sem contar aqueles cujas órbitas estão mais longe da zona habitável", indicou, explicando que essa zona não é muito quente nem muito fria, e onde a água pode existir em seu estado líquido.

Os astrônomos autores deste trabalho utilizaram dois potentes telescópios ópticos e próximos do infravermelho WMKeck em Mauna Kea, no Havaí, durante cinco anos, para rastrear 166 estrelas em um espectro de 80 anos-luz da Terra. Um ano-luz equivale a 9,46 trilhões de quilômetros. Foram procurados planetas de tamanhos diferentes, que vão de três a mil vezes o tamanho da Terra.

Todos os planetas que formam parte desta pesquisa têm uma órbita próxima de sua estrela e os resultados do censo mostram as vantagens dos pequenos planetas sobre os grandes, o que indica que os planetas pequenos são mais freqüentes na Via Láctea. "Estudamos os planetas com uma grande variedade de massas, como se catalogássemos num cânion os penhascos, as rochas e as pedras e encontrássemos mais rochas que penhascos e mais pedras do que rochas", afirmou Andrew Howard, outro autor da pesquisa. "Nossa tecnologia terrestre não pode ver os grãos de areia, ou seja, planetas do tamanho da Terra, mas se pode estimar o número", explicou.

"Estes planetas em nossa galáxia são como grãos de areia espalhados pela praia, estão em todas as partes", afirmou ainda Howard. Esta pesquisa também proporciona inúmeras indicações de que os planetas potencialmente habitáveis poderiam ser uma legião. Muitos desses planetas orbitam em torno de suas estrelas a uma distância onde as temperaturas são propícias para a vida.

O telescópio espacial Kepler, da Nasa, explora os sistemas de estrelas similares à nossa em busca de planetas do tamanho da Terra e os astrônomos esperam que os encontrem nos próximos anos.

Este mais recente censo planetário indica que cerca de 6,5% das estrelas tem planetas de massa intermediária, ou seja, de 10 a 30 vezes o tamanho da Terra, como Netuno e Urano. Além disso, 11,8% dessas estrelas têm planetas chamados "super-Terra", com uma massa de três a dez vezes o tamanho da Terra.

Fonte:
http://noticias.terra.com.br
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