quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Nobel de Física 'está convencido' de que existe vida extraterrestre

O Prêmio Nobel de Física de 2004, o americano Frank Wilczek, se mostrou nesta quarta-feira (29) convencido da existência de vida extraterrestre, "provavelmente", inclusive em nosso próprio sistema solar.

Contra missão a Marte: 'A tecnologia da qual dispomos atualmente para enviar pessoas ao espaço é muito perigosa e muito cara' (Foto: Marc Buehler/Flickr - Creative Commons, a-nc 2.0 genérico)

Em entrevista concedida à Agência Efe, Wilczek cogitou a possibilidade de que planetas como Marte, e talvez alguns satélites de Saturno, abriguem formas de vida, que seriam parecidas às bactérias extremófilas que habitam em condições ambientais extremas em alguns ambientes da Terra.

O Prêmio Nobel, que participa de um evento científico realizado em San Sebastián, no norte da Espanha, explicou que há tantos planetas e estrelas no universo que fica difícil "considerar que só um, a Terra, tenha vida".

De qualquer maneira, ele lembrou que "uma coisa é a vida e outra é a vida inteligente", uma qualidade que "requer muito tempo e uma série de condições" específicas. Segundo ele, haver todos esses ingredientes ao mesmo tempo "é difícil".

Wilczek não é favorável a organizar, no momento, missões tripuladas por humanos a Marte, já que "a tecnologia da qual dispomos atualmente para enviar pessoas ao espaço é muito perigosa e muito cara".

Por esse motivo, ele considera que até se pode enviar astronautas ao espaço, mas que seria melhor destinar o dinheiro "a outro tipo de coisas que têm mais prioridade".

Fonte:
http://g1.globo.com

Planeta similar à Terra é descoberto e tem potencial para conter vida


Um astro com apenas três vezes a massa da Terra foi detectado a 20 anos-luz, orbitando uma estrela da constelação de Libra conhecida como Gliese 581, uma anã vermelha. Astrônomos da Universidade da Califórnia e da Carnegie Institution de Washington afirmam que o planeta é o primeiro a apresentar potencial real para conter vida.

A descoberta foi divulgada nesta quarta-feira (29) pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos. O astro, chamado Gliese 581g, fica em uma região na qual os astrônomos julgam que um planeta pode apresentar água líquida para formar oceanos, rios e lagos. No local, a distância da estrela permitiria um ambiente com clima ameno, nem tão frio, nem tão quente.

A ilustração mostra um formato possível para o exoplaneta que orbita a estrela Gliese 581, a apenas 20 anos-luz de distância da Terra. (Crédito: AP / Zina Deretsky / National Foundation of Science)

A órbita do planeta ao redor da estrela Gliese 581 dura pouco mais de um mês terrestre, com as possíveis estações de ano durando apenas dias.

Não é o primeiro planeta a ser descoberto na "zona habitável" da estrela. Em 2007, um outro exoplaneta, localizado próximo a mesma estrela, foi catalogado, também com potencial para ser conter vida.

Cientistas também estimarm que a temperatura média na superfície varia de 31 a 12 graus Celsius negativos. A equipe também afirma que o planeta orbita com uma face sempre voltada à estrela, de forma similar a como a Lua sempre mostra uma face à Terra.

Para os astrônomos, o planeta pode "sustentar vida", o que significa que ele tem potencial para reunir condições de vida. Os seres vivos podem não ser necessariamente parecidos com humanos.

Segundo Steven Vogt, coordenador da pesquisa que contou com 11 anos de trabalho no Observatório W. M. Keck, localizado no Havaí, a descoberta é um indício de que podem existir muitos outros corpos similares no Universo. O exoplaneta ao redor de Gliese 581 é encarado como o primeiro com potencial real para apresentar vida.

Os resultados serão publicados na revista científica Astrophysical Journal, mas estão disponíveis online no site arXiv.org. Até setembro, 490 planetas foram descobertos fora do Sistema Solar.

Fonte:
http://g1.globo.com

Busca com Google Earth leva a descoberta de cratera de meteoro

Uma busca realizada com a ferramenta Google Earth levou à descoberta, em um deserto na África, de uma cratera causada por um meteorito, no que está sendo considerado como um dos mais bem preservados locais do gênero já encontrados.

A cratera de Kamil, localizada entre a Líbia, o Egito e o Sudão, tem 45 metros de diâmetro e 16 metros de profundidade.

A cratera está entre o Sudão, a Líbia e o Egito e tem 45 metros de diâmetro e 16 metros de profundidade. (Foto: Luigi Folco / The Kamillaers / divulgação )


Ela tinha sido localizada em 2008 pelo mineralogista italiano Vincenzo De Michele, enquanto realizava uma busca por formas naturais usando o Google Earth.

Após a descoberta, De Michele contatou o físico Mario Di Martino, do observatório do Instituto Nacional de Astrofísica, em Turim, que comandou uma expedição ao local em fevereiro deste ano.

Segundo pesquisadores, o buraco foi formado pelo choque de um meteorito ocorrido há não mais de dez mil anos. O corpo celeste, composto de ferro, teria dez toneladas e 1,3 metro de diâmetro, tendo atingido a Terra a uma velocidade superior a 12 mil km/h.

Bola de fogo

Os estudiosos afirmam que o impacto do meteorito causou uma bola de fogo e uma coluna de fumaça visíveis a mil quilômetros de distância. Os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que a cratera passou tando tempo sem ser notada por humanos.

Meteorito teria originado a cratera Kamil, no Egito, há não mais de 10 mil anos. (Foto: ASI 2009)

"A cratera (...) potencialmente tem menos de alguns milhares de anos. O impacto pode até ter sido observado por humanos, e pesquisas arqueológicas em antigos assentamentos próximos (ao local) podem ajudar a determinar a data", disse Luigi Folco, do Museu Nacional da Antártida, em Siena (Itália), em entrevista ao site da Agência Espacial Europeia.

A expedição à cratera de Kamil durou duas semanas e foi formada por 40 pessoas, entre elas cientistas italianos e egípcios. A equipe coletou mais de uma tonelada de fragmentos metálicos, incluindo um pedaço de ferro de 83 kg, que poderia ter se partido do meteorito.

Fonte:

http://g1.globo.com

Físico propõe criação de um buraco negro eterno

Buraco negro eterno

Os buracos negros, com sua gravidade imensa, capaz de reter até a luz, pareciam ser indestrutíveis, até que Stephen Hawking calculou que eles deixam escapar radiação.


Em termos práticos, isso significa que os buracos negros também podem morrer, "evaporando" até exaurir toda a sua matéria - ainda que isso leve um tempo incalculável.

Mas pode ainda haver uma forma de fazer um buraco negro "eterno".

Stephen Hsu, da Universidade de Oregon, nos Estados Unidos, acredita ter encontrado a receita para um buraco negro que nunca irá se extinguir.

Depois de ter descoberto que buracos negros podem ser portais para outros universos, Hsu acredita ser possível criar um buraco negro que nunca se acabe usando um ingrediente ainda mais estranho: um buraco branco.

Buracos brancos

Buracos brancos são buracos negros que viajam para trás no tempo, arremessando sua matéria para o espaço, em vez de sugar o que encontra pela frente.

Enquanto um buraco negro pode se formar a partir de uma estrela que entre em colapso, os astrofísicos calculam que um buraco branco vai explodir e deixar uma estrela em seu lugar.

É claro que até hoje ninguém nunca observou um buraco branco, mas a teoria da relatividade geral não coloca nenhum empecilho à sua existência.

Stephen Hsu calculou que um buraco branco, localizado em um vácuo perfeito - ele não sofre influência de qualquer radiação vinda do passado distante - à medida que ejeta seu conteúdo, vai emitir também feixes de uma radiação essencialmente idêntica à radiação de Hawking dos buracos negros.

Hsu percebeu então que, se o processo for rodado para trás, seria o mesmo que um buraco negro se formando e, em seguida, passando a existir em um vácuo perfeito, sem radiação de Hawking. "Ele se torna um buraco negro que não é radiante, o que é uma coisa muito estranha", disse Hsu à revista New Scientist.

Cofre perfeito

Eventualmente uma possibilidade teórica. Mas, ainda assim, uma possibilidade complicada de realizar. O problema é que, para executar esse processo para trás e criar o buraco negro eterno, seria necessário criar uma explosão de radiação precisamente ajustada para interferir com a radiação de Hawking.

"Talvez em uma civilização altamente avançada, os físicos possam criar um buraco negro que não evapore," disse ele. "Seria incrivelmente difícil, mas matematicamente é possível fazê-lo."

Fonte:
http://www.inovacaotecnologica.com.br

terça-feira, 28 de setembro de 2010

ONU desmente ter designado embaixadora para contato alienígena

Notícia foi divulgada no fim de semana por um jornal britânico.
Agência para Assuntos do Espaço Exterior disse que é um 'absurdo'.

A Agência das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior classificou nesta terça-feira (28) com um absurdo a notícia de um jornal inglês que afirmava que o organismo havia designado uma embaixadora para assuntos extraterrestres.

"O artigo no "Sunday Times" é um absurdo", afirma a UNOOSA em um comunicado, referindo-se à notícia divulgada no fim de semana de que a ONU havia contatado a astrofísica malaia Mazlan Othman para ser a embaixadora para assuntos alienígenas.

Othman é a chefe da UNOOSA, um pouco conhecido departamento da ONU com sede em Viena e uma equipe de apenas 27 pessoas.

Sob o mandato definido pela Assembleia Geral da ONU, a função da UNOOSA é promover a cooperação internacional no uso pacífico do espaço exterior e fortalecer o uso da ciência e tecnologias espaciais.

De acordo com o "Sunday Times", Othman deveria anunciar seu novo papel de embaixadora-chefe para contatos alienígenas numa conferência científica na Royal Society, Inglaterra.

A UNOOSA também negou esta informação.

Em uma entrevista à France Presse há um ano, Othman brincou dizendo que o secretário-geral da ONU é quem deveria "representar a humanidade... se fizéssemos contato com alienígenas".

Fonte:
http://g1.globo.com

IC 1805: Formatos fantásticos na Nebulosa do Coração revelados por Derek Santiago


IC 1805 - Fantásticas formações de nuvens na Nebulosa do Coração reveladas por Derek Santiago

Nuvens cósmicas parecem formar formatos fantásticos nas regiões centrais da nebulosa de emissão IC 1805.

Naturalmente, estas nuvens são esculpidas pelos ventos estelares e energética radiação fornecidos pelas estrelas quentes e massivas pertencentes ao recém nascido aglomerado estelar residente nesta nebulosa conhecido como Melotte 15.

Há 1,5 milhões nasceu este aglomerado estelar exibido no centro desta colorida paisagem celeste, junto com as obscuras nuvens de poeira que aparecem como silhuetas contra o brilhante gás atômico.

Nesta imagem processada, Santiago retirou todas as estrelas para vermos somente as texturas magníficas desta nebulosa. Crédito: Derek Santiago

Esta imagem é uma composição de várias imagens em banda larga e estreita do espectro luminoso a partir de imagens telescópicas. Esta visão cósmica cobre uma área de 40 anos-luz de diâmetro e inclui em cor falsa as emissões de radiação dos elementos químicos a seguir:
  • Hidrogênio em verde;
  • Enxofre em vermelho;
  • Oxigênio em azul.
No entanto, são as imagens de campo largo que revelam o simples delineamento que sugere o nome popular da nebulosa IC 1805: “A Nebulosa do Coração” (The Heart Nebula).

A Nebulosa do Coração reside a cerca de 7.500 anos-luz de distância na direção da constelação de Cassiopeia.

Em maio de 2010 o telescópio infravermelho WISE divulgou essa imagem das Nebulosas da Alma (IC 1848, à esquerda) e do Coração (IC 1805, à direita). Olhando esta deslumbrante imagem percebe-se claramente o motivo destes sugestivos nomes. Crédito: NASA/WISE

Fonte:

Arp 188: como se formou o Girino Cósmico?

A Galáxia do Girino, em primeiro plano, teve seu formato original gerado a partir de interações gravitacionais com uma galáxia invasora que atualmente está 300.00 anos luz atrás dela.

Crédito: H. Ford (JHU), M. Clampin (STScI), G. Hartig (STScI), G. Illingworth (UCO/Lick), ACS Science Team, ESA, NASA

O que faz com esta galáxia tenha uma cauda tão longa?

Nesta visão deslumbrante capturada pela câmera ACS (Advanced Camera for Surveys) do Telescópio Espacial Hubble, uma pletora de galáxias distantes forma um dramático pano de fundo (contendo cerca de 3000 galáxias tênues )para a conturbada galáxia espiral Arp 188, conhecida popularmente como a Galáxia do Girino. Este girino cósmico reside a 420 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação do Dragão (Draco).


O poster da Galáxia do Girino. Clique na imagem para acessar a versão ampliada. Crédito: NASA/ESA/Hubble

A dança das galáxias

A fenomenal cauda do girino mede aproximadamente 280 mil anos-luz e contém aglomerados estelares massivos que brilham em fortes tons de azul.

A explicação corrente sobre sua violenta origem especula que uma galáxia intrusa mais compacta cruzou a frente de Arp 188, da esquerda para a direita nesta imagem e foi arremessada para trás dando uma volta no Girino devido a intensa interação gravitacional. Durante este contato imediato, as forças de maré movimentaram as estrelas, os gases e a poeira da galáxia espiral maior, formando sua longa cauda.

Onde está a galáxia intrusa?

A galáxia invasora, cuja localização atual está estimada em cerca de 300 mil anos-luz atrás do Girino, pode ser vista aqui, escondida atrás dos braços espirais que estão no primeiro plano, no canto inferior esquerdo.

Curiosamente, imitando o que acontece ao seu xará biológico, a Galáxia do Girino provavelmente também irá perder a sua cauda no futuro e os aglomerados estelares que lá habitam irão formar pequenas galáxias anãs, novos satélites desta majestosa galáxia espiral.

Fonte:
http://eternosaprendizes.com

domingo, 26 de setembro de 2010

Hubble revela figuras obscuras que espreitam na Nebulosa Carina

Que formas escuras são estas espreitando no âmago da Nebulosa Carina?

Figuras obscuras na Nebulosa Carina. Créditos: NASA, ESA, et al., & Hubble Heritage Team (STScI/AURA); Agradecimentos: M. Livio (STScI) & N. Smith(UC Berkeley)

Estas figuras sinistras são formadas, na realidade, de nuvens moleculares, aglomerados de gases moleculares e poeira cósmica tão densos que chegam ao ponto de se tornarem opacos.

Por outro lado, estas nuvens são tipicamente muito menos densas que a atmosfera terrestre. A imagem acima é parte de uma visão mais detalhada e inédita da Nebulosa Carina, uma parte onde as obscuras nuvens moleculares são notavelmente predominantes.



A Nebulosa Carina (Carina Nebula) tem um diâmetro de mais de 300 anos luz e reside a cerca de 7.500 anos luz da Terra, na direção da constelação de Carina.

A Grande Nebulosa em Carina, catalogada como a NGC 3372, é um lar de estrelas massivas e nebulosas que estão sob contantes processos de transformação.

Zoom na Grande Nebulosa de Carina. Créditos: NASA, ESA, and L. Frattare (STScI)

Eta Carinae é a estrela mais energética desta região. Por algum tempo, em 1830, este behemoth estelar se tornou uma das mais brilhantes estrelas nos céus e depois de algum tempo esmaeceu dramaticamente.

Fonte:
http://eternosaprendizes.com

Qual o número de civilzações inteligentes na Via Láctea?

O astrofísico americano Frank Drake criou uma fórmula para calcular o número de civilizações inteligentes na Via Láctea. Você arrisca uma resposta?


Supondo que não estejamos sós no Universo, com quantas civilizações dividimos a Via Láctea? A resposta pode estar na Equação de Drake, criada pelo astrofísico americano Frank Drake em 1961. Essa fórmula enumera sete condições indispensáveis para que um planeta abrigue seres inteligentes e com comunicação avançada (veja na página seguinte). Qual é o resultado? Bem, depende. Do ponto de vista astronômico, R* pode ir de 1 a 10, fp chega a 50% e ne varia de 1 a 3. Os demais valores são desconhecidos. Ou seja, o resultado cresce ou diminui conforme o otimismo ou o pessimismo de quem fizer o cálculo.

Nas contas do próprio Drake, N – o número de civilizações na nossa galáxia capazes de se comunicar com a Terra – chegaria a 10 mil. Nos últimos anos, Drake passou a acreditar que esse número possa ser maior. Um dos motivos, segundo ele explicou à SUPER por e-mail, é que a ciência passou recentemente a admitir a possibilidade de que estrelas-anãs vermelhas – que representam 80% do total – tenham planetas habitáveis. “Uma vez que tal entendimento é recente, com implicações que ainda precisam ser mais bem analisadas, podemos por ora apenas ‘chutar’ quanto isso aumentaria N”, disse Drake. “É bem possível que esse número aumente em dez vezes, mas, no momento, trata-se de uma especulação.”

Cabe lembrar que Drake é um dos criadores do Projeto Ozma, precursor do Seti (sigla em inglês para Busca por Inteligência Extraterrestre), que caça sinais eletromagnéticos de alienígenas soltos no espaço (leia mais na página 64). Portanto, ele é um otimista. Há 50 anos, quando o homem ainda não havia descoberto planetas extra-solares, viajado até a Lua ou encontrado indícios de água em Marte, ele tentava estimar o número de planetas com civilizações tão avançadas quanto a nossa. Drake sabia que não havia um número exato para a questão, mas decidiu simplificar o raciocínio. O que seria necessário para a vida se desenvolver e evoluir a padrões tecnológicos semelhantes aos da Terra? A resposta está em cada uma das sete variáveis da equação. Se você ignorar as explicações científicas e se limitar ao raciocínio matemático, vai lembrar que um único valor igual a zero numa multiplicação resulta, necessariamente, em zero. Logo, só haverá outra civilização como a nossa se todas aquelas condições se confirmarem.

Como a fórmula liberou a imaginação dos simpatizantes da teoria extraterrestre, otimistas e pessimistas resolveram apresentar as suas versões. No primeiro time, o astrônomo Carl Sagan calculou nada menos do que 1 milhão de civilizações. O escritor de ficção científica Isaac Asimov obteve 530 mil. O astrofísico Thomas R. McDonough chegou a 4 mil. No lado oposto, o psicólogo e diretor da revista Skeptic, Michael Shermer, arredondou as contas para apenas três civilizações avançadas. Apesar dos resultados divergentes, todos brincaram com as variáveis da equação, apoiados por suas opiniões pessoais sobre a composição do Universo. Já o escritor Michael Crichton – autor de O Parque dos Dinossauros – tachou a fórmula de “pseudociência”. “Ela é sem sentido e nada tem a ver com ciência. Acredito que ciência envolve a criação de hipóteses testáveis, e a Equação de Drake não pode ser testada”, declarou Crichton, há dois anos.

Por que tanta polêmica a respeito de uma simples fórmula matemática? Porque as três últimas variáveis da equação mexem muito mais no vespeiro da biologia, da antropologia e da sociologia que no da astronomia e da física. Mas a maioria dos estudiosos há de concordar: a Equação de Drake é simplesmente mais um jeito de pôr os pensamentos em ordem – além de ser uma fórmula simpática que produz resultados divertidos.


Faça a sua aposta!
Veja a equação de Drake, pegue uma calculadora e faça a sua própria conta - e saiba se você está mais para um otimista ou um pessimista

N = R*.Fp.Ne.Fl.Fi.Fc.L

N

O número de civilizações avançadas na Via Láctea nas contas de Frank Drake, um otimista, deu 10 mil; nas contas do psicólogo Michael Shermer, um pessimista, deu 3

R*

O número de estrelas semelhantes ao sol formadas na galáxia por ano

Estimativa: 1 a 10

Fp

O percentual dessas estrelas com sistemas planetários

Estimativa: 50%

Ne

O número de planetas, por sistema solar, com ambiente adequado para a vida

Estimativa: 1 a 3

Fl

O percentual de planetas com ambiente adequado nos quais a vida se desenvolveu

Estimativa: 1% a 100%

Fi

O percentual de planetas com vida nos quais a inteligência evoluiu

Estimativa: 1% a 100%

Fc

O percentual de civilizações que desenvolveram uma tecnologia de comunicação

Estimativa: 10% a 100%

L

HÁ quanto tempo essas civilizações se comunicam
Estimativa: desconhecida

Fonte:
http://super.abril.com.br

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Cientistas estimam que provavelmente será anunciada a descoberta de um exoplaneta habitável até maio de 2011

Os cientistas Samuel Arbesman e Gregory Laughlin afirmam, em recente estudo, que se o ritmo de descoberta de exoplanetas extrasolares continuar nos níveis atuais, o primeiro exoplaneta similar a Terra deverá ser anunciado até maio de 2011.


Visões do Futuro

Sabemos que a velocidade da evolução científica é um componente difícil de se medir. Excepcionalmente, há circunstâncias em que os dados são inequívocos e fáceis de serem coletados, gerando uma tendência. Nestes casos, os futurólogos trabalham as informações, extrapolando e prevendo a forma como as coisas acontecerão.


Até meados de 1965 não havia nenhuma previsão real sobre o futuro do hardware, quando o então presidente da Intel, Gordon E. Moore fez sua profecia, na qual o número de transistores dos chips teria um aumento de 100%, pelo mesmo custo, a cada período de 18 meses. Essa profecia tornou-se realidade e acabou ganhando o nome de Lei de Moore. Esta serve de parâmetro para uma elevada gama de dispositivos digitais além de CPUs, na verdade, qualquer chip está ligado a lei de Moore, até mesmo CCD de câmeras fotográficas digitais. Esse padrão continuou a se manter até hoje, e não se espera que pare até, no mínimo, 2015.

Um dos exemplos mais famosos é a Lei de Moore, que prevê que a densidade dos transistores nos circuitos integrados duplica mais ou menos a cada dois anos. Esta tendência tem sido verificada desde 1970 e acredita-se que se estenderá firme até 2020.
No início de setembro, foi apresentado outro conjunto de dados históricos que torna possível uma nova e destemida previsão acerca do futuro. Samuel Arbesman da Escola de Medicina de Harvard em Boston (EUA) e Gregory Laughlin da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz (EUA) demonstram que os astrônomos têm descoberto planetas extrasolares a um ritmo cada vez maior desde 1995.

As descobertas têm seguido um padrão bem conhecido: os primeiros exoplanetas descobertos eram necessariamente massivos, muitas vezes a massa de Júpiter, sendo por causa disto bem mais fáceis de serem detectados. Ao longo dos anos, as técnicas de detecção evoluíram e os astrônomos têm descobertos exoplanetas cada vez menores, alguns mundos com algumas vezes a massa da Terra.

Existem fatores adicionais a levar em conta para que o exoplaneta seja habitável. Por exemplo: é desejável que a temperatura na sua superfície seja compatível para suportar água líquida para que a vida (como nós a conhecemos) possa se desenvolver. Estas restrições dependem, logicamente, do tamanho da estrela, da distância orbital do exoplaneta e das condições ambientais presentes em sua superfície, tais como o efeito estufa, entre outras.

Os astrônomos já encontraram gigantes gasosos super-quentes e bolas de neve como geladas como Netuno. Nota-se também aqui a tendência contínua na direção da descoberta de um exoplaneta similar a Terra em zona habitável (há quem afirme que Gliese 581 d cai nesta categoria, embora seja uma Super-Terra).

Não há controvérsia entre os astrônomos acerca da probabilidade da ocorrência de uma descoberta de um exoplaneta tipo-Terra. A única questão é quem irá descobrí-lo e quando.


Com isto em mente, Arbesman e Laughlin trabalharam os dados estatísticos e fizeram projeções para prever o quando ocorrerá a primeira descoberta de um exoplaneta tipo-Terra. Os resultados têm uma distribuição larga em termos temporais, uma probabilidade de 66% para descoberta de outra Terra em 2013, 75% em 2020 e 95% em 2264.

Entretanto, os cientistas afirmam que a média da data da descoberta (probabilidade 50%) é já no mês de maio de 2011, a qual, por várias razões, é a data que realçam no seu artigo.

Afirmações corajosas

É inegável que se trata de uma previsão corajosa. A maior equipe na caça exoplanetária é a que está por trás do telescópio espacial Kepler, lançado em março de 2010 especificamente para encontrar exoplanetas extrasolares. O time do Kepler anunciou os seus primeiros dados em junho que estão atualmente sob criteriosa análise. A equipe estima que o primeiro conjunto de candidatos exoplanetários será anunciado em fevereiro de 2011.

Muitos astrônomos esperam que dentro deste conjunto estudado pelo time do Kepler esteja um exoplaneta habitável tipo-Terra. Mas segundo Arbesman e Laughlin, talvez tenhamos que esperar um pouco mais. “Devido ao limitado tempo-base da missão, os candidatos a exoplaneta descobertos pelo Kepler a serem anunciados em fevereiro de 2011 devem ser demasiado quentes para suportar valores significativos do índice H (a sua unidade de medida da habitabilidade),” afirmaram.

O que significa que talvez não será esta a equipe que irá ganhar o prêmio! Não devemos nos esquecer dos demais caçadores de exoplanetas. Várias novas técnicas tornaram os telescópios terrestres quase tão sensíveis como o Kepler e outras equipes certamente estão à beira de descobrir uma Terra versão 2.0.

A importância de tal descoberta é difícil de subestimar. A idéia de uma Terra 2.0 em órbita de outra estrela poderá ter um impacto significativo na psique global e providenciar o foco para um esforço internacional de caracterizar este lugar. Vamos querer saber mais. Quem quer que faça o anúncio tornar-se-á certamente um cientista bem conhecido em nível global.

E tudo isto poderá acontecer até maio de 2011, pelo menos de acordo com Arbesman e Laughlin.

Fonte:
http://eternosaprendizes.com

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

As Rodas de Ezequiel - Um caso ufológico?

Uma descrição desconcertante, porém escrita em estilo realista, nos leva a pensar que Ezequiel foi testemunha direta da aparição de homens de outros mundos desembarcando de engenhos voadores. Que se julgue; o profeta escreve:

"No ano trigésimo, no quinto dia do quarto mês, quando eu estava entre os cativos, junto ao rio Kebar, os céus abriram-se e eu tive visões divinas... Olhei, e eis que, veio do setentrião um vento impetuoso, uma grande nuvem, que espalhou para todos os lados uma luz resplandecente no centro da qual brilhava como que o bronze polido, saindo do meio do fogo. No centro ainda, apareciam quatro animais, cujo aspecto tinham uma aparência humana. Cada um deles tinha quatro faces, e cada um deles tinha quatro asas. Seus pés eram como aqueles de um vitelo, e eles brilhavam como o cobre polido.

"Tinham mãos de homens sob suas asas. "Cada um caminhava direito para frente. Quanto à figura de sua face tinham todos uma face humana. . . Cada qual marchava para onde o espírito o impelia a ir, não se voltavam absolutamente em sua caminhada. O aspecto dos animais parecia-se ao de carvões ardentes, era como o aspecto de lâmpadas, e este fogo circulava entre os animais, ele lançava uma luz cintilante, e emitia clarões. E os animais corriam e voltavam como o raio. "Eu olhava os animais, e eis que havia uma grande roda sobre a terra perto dos animais, diante de suas quatro faces. Pelo seu aspecto e pela sua estrutura, essas rodas pareciam ser de crisolita e todas as quatro tinham a mesma forma, seu aspecto e sua estrutura eram tais que cada roda parecia estar no meio de outra roda. Avançando, iam pelos seus quatro lados, e não se voltavam absolutamente em sua marcha. Tinham uma circunferência enorme, e uma altura espantosa, e à sua volta, as quatro rodas estavam cheias de olhos. Quando os animais caminhavam, as rodas caminhavam ao lado deles, e quando os animais se erguiam da terra, as rodas elevavam-se também. Iam para onde o espírito os impelia a ir, porque o espírito dos animais estava nas rodas. "Acima da cabeça dos animais havia como um céu de cristal resplandecente que se estendia sobre suas cabeças no alto..."

Esta cena contada por Ezequiel é impressionante pelo realismo, e corresponde de maneira precisa à observação de uma aterrissagem, seguida da aparição de cosmonautas ou de robôs teleguiados. O profeta diz-nos contudo que eles têm fisionomias de homens recobertas por um céu de cristal. Menos poeticamente nós designaríamos hoje esse objeto, o escafandro! A estreita relação existente entre as rodas e os "animais" que estavam em terra confirmaria um teleguiamento comandado por discos-voadores. O espírito estava nas rodas.

Engenheiro da Nasa intervêm na questão

Para Ezequiel, essa visão "foi a visão de semelhança da glória do Senhor". Para alguns ufologistas entusiásticos, porém, a visão descreve a chegada de uma nave espacial. Quando o controvertido autor suíço Erich von Daniken defendeu esse ponto de vista em seu livro Eram os Deuses Astronautas?, publicado em 1968, levou à ação pelo menos um dentre seus leitores.

Josef F. Blumrich, engenheiro da NASA, escarneceu da idéia que Von Daniken fazia de nave espacial. O austríaco Blumrich, envolvido em projetos de aeronaves e foguetes desde 1934, participara da construção do enorme foguete da NASA Saturn V, que levou os astronautas à Lua. Se havia pessoa que entendesse de design de naves espaciais, era ele.

Blumrich estava convencido de que a roda de Ezequiel iria partir-se ao meio sob o exame rigoroso de um engenheiro de foguetes. Para sua profunda surpresa, porém, constatou que a descrição poderia ser adaptada para um projeto de módulo de aterrissagem lançado por uma nave-mãe (na visão do profeta, a divindade metálica resplandecente). Blumrich elaborou o projeto em detalhe e publicou um relatório em 1973, num livro intitulado As Naves Espaciais de Ezequiel, e confessou: " Raras vezes uma derrota absoluta foi tão compensadora, tão fascinante e tão prazerosa!" Para Blumrich, os quatro "animais" talvez fossem quatro conjuntos de engrenagens de pouso, cada um munido de uma roda para as manobras em terra. As "asas" poderiam ser hélices de helicóptero, usadas para o posicionamento final, antes de tocar o solo, com a propulsão sendo fornecida por um motor de foguete situado no corpo cônico da nave.

Claro, nem todos concordaram com a afirmação de que Ezequiel vira uma nave espacial. O astrônomo da universidade de Harvard Donald H. Menzel disse que Ezequiel tivera uma ilusão de óptica. Em sua argumentação, afirmou que o profeta ofereceu-nos "descrições singularmente acuradas só que em linguagem simbólica e pitoresca de um fenômeno meteorológico complexo e raro" conhecido como parélio. Um parélio completo, formado pela refração da luz solar através de cristais de gelo, pode ser formado por dois anéis concêntricos rodeando o sol, cruzados por linhas de luz verticais e horizontais. Dois ou mesmo quatro desses falsos sóis podem aparecer também dos dois lados, acima e abaixo do sol verdadeiro. Finalmente, um arco invertido de luz pode aparecer no alto do anel externo. De acordo com Menzel, com um pouco de imaginação tem-se a impressão de estar vendo uma imensa nave cintilante movendo-se com o sol.

Fonte:
http://www.estronho.com.br

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Método para a procura da vida em exoplanetas


Cientistas recentemente desenvolveram um novo método de procura por oceanos em exoplanetas. O método que envolve a obtenção e análise da variação da freqüência (cores) do espectro de radiação causada pela rotação do exoplaneta e tais estudos poderão ajudar na busca pela vida extraterrestre.

Com a ajuda do "high resolution imager" da sonda "Deep Impact", Cowan e seu time observaram como as cores de Terra modificam-se do azul (oceanos) para o vermelho (continentes) com a sua rotação sobre o eixo. Crédito: Donald J. Lindler, Sigma Space Corporation/GSFC; EPOCh/DIXI Science Teams

Existem atualmente diversos métodos usados para a detecção de água em exoplanetas. Uma delas é a técnica da espectroscopia, a qual revela os comprimentos de onda das moléculas de água e que tem sido usada com sucesso para a descoberta de água em exoplanetas gigantes. Outras técnicas envolvem a procura de nuvens ou detecção da reflexão de luz de uma superfície reflexiva, embora a técnica da reflexão tenha até agora sido usada para outros líquidos como metano na lua Titã de Saturno.

Agora Nick Cowan da Universidade de Washington em Seattle e sua equipe de cientistas, incluindo o time do projeto da NASA EPOXI, desenvolveram um método complementar que deverá aumentar a probabilidade de se encontrar exoplanetas com oceanos – e conseqüentemente, fortes candidatos a conter vida. “Uma vez que a água é considerada um pré-requisito para a existência da vida, nos propusemos mais um teste da habitabilidade do exoplaneta”, Cowan disse a physicsworld.com.

A Terra tratada como um ‘exoplaneta’

Os pesquisadores desenvolveram o novo método usando os dados obtidos da sonda Deep Impact,da NASA. Essa sonda completou sua missão primária há alguns meses e está alocada na extensão da missão, chamada EPOXI, para estudar outros cometas assim como distantes exoplanetas. Durante a extensão da missão, o time de Cowan usou o telescópio ”high resolution imager” da sonda Deep Impact para examinar a Terra a partir de uma distancia de dezenas de milhões de quilômetros, tratando a Terra como se ela fosse um ‘exoplaneta’.

Em geral a cor da Terra é cinza com algum azul devido ao espalhamento de Rayleigh da luz do Sol pela atmosfera. Entretanto, os pesquisadores encontraram quando o céu está claro – sem nuvens – a cor ‘média’ da Terra muda conforme sua rotação: com os continentes em vista a cor vermelha se intensifica no espectro; com os oceanos a vista, a cor azul é a que se destaca. Assim, tais mudanças na cor poderão revelar a presença de oceanos e verdadeiros exoplanetas.

“O ponto de destaque [sobre os demais métodos] é que não necessitamos de uma resolução espectral de alto nível de detalhe e apenas alguns filtros serão necessários. O que necessitamos é um conjunto de espectros ao longo do tempo que mostre a variabilidade das cores do exoplaneta, disse Cowan.

Maiores telescópios são necessários

Cowan acrescenta que para se detectar oceanos em exoplanetas com tamanho similar a Terra que devem estar a uma distancia de dezenas de anos-luz, os astrofísicos irão necessitar de telescópios mais poderosos. Tal acontecerá em breve com o sucessor do telescópio espacial Hubble, denominado ‘Advanced Technology Large-Aperture Space Telescope, ou ‘ATLAST‘, aliado a um dispositivo coronagrafico para bloquear a luz da estrela hospedeira do exoplaneta.

Mesmo assim poderá ser possível ver oceanos em ’super terras’ quando o observatório New Worlds da NASA que será lançado em 2.017. O telescópio New Worlds combinará um poderoso telescópio com 4 metros de diâmetro com um dispositivo coronagrafico desenhado especificamente para a detecção de exoplanetas.

Andreas Quirrenbach, um astrônomo da Universidade de Heidelberg na Alemanha, membro do US Exoplanet Task Force (força-tarefa de procura de exoplanetas), tem a opinião que isso é uma ‘questão de gosto’ se esse método trará ou não uma prova extra da existência de oceanos extra-solares. “Eu propriamente iria requerer um padrão mais apurado, ou seja, um espectro, e acredito que a maioria dos astrônomos terá o mesmo sentimento”, completou.

Mas Quirrenbach adiciona que o método poderá servir não só para dar pistas da existência de exoplanetas com oceanos como também estudos mais aprofundados poderão ser seguidos pela analise espectroscópica, ou simplesmente, pela complementação espectroscópica para dar mais informações. Com o passar do tempo, Quirrenbach diz, o método poderá “transformar-se em uma rápida ferramenta de recenseamento de exoplanetas com oceanos quando estivermos convencidos que o procedimento é confiável, checando-o contra diversos casos detectados por espectroscopia”.

Fonte:
http://eternosaprendizes.com

A busca por vida fora da Terra não é tão exigente

O homem não se cansa de procurar vida fora da Terra. Nem precisa ser inteligente - pode ser uma plantinha, uma ameba qualquer. No sistema solar, as maiores esperanças se voltam para Marte e para as luas de Júpiter e Saturno.


Para muitos que acreditavam em homenzinhos verdes, o dia 15 de julho de 1965 foi uma data bastante triste. Foi quando a sonda americana Mariner 4 se tornou a primeira máquina terrestre a passar bem perto de Marte, uma curta jornada de 26 minutos que rendeu 22 fotos. As imagens foram uma decepção após a outra: mostravam um grande deserto cheio de pedras e crateras, muito parecido com a nossa Lua, e sem nenhum sinal de vida. Os americanos não desistiram, mas as sondas enviadas depois disso serviram para confirmar uma realidade: achar vida fora da Terra não ia ser nada fácil.

E quando os cientistas falam em “vida”, eles são pouco exigentes. Nada de civilizações avançadas ou alienígenas como os de Guerra nas Estrelas ou de Jornada nas Estrelas. Se encontrarem alguma prova real de que uma ameba qualquer, ou uma simples célula viva, existe ou já existiu em algum lugar fora da Terra, eles vão estourar garrafas de champanhe. Afinal, seria a confirmação de que, se a vida conseguiu vingar em outro lugar fora do nosso planeta, ela deve ter surgido – ou ainda vai surgir – em muitos outros lugares. Teríamos a certeza de que não estamos sozinhos no Universo – apesar de boa parte de nós não achar que amebas alienígenas sejam companhias empolgantes.

O QUE É VIDA?

Um grande problema é conseguir separar o que é vivo do que é apenas uma simples pedra. Pode parecer bobagem, mas, levando-se em conta que a descoberta vai acabar sendo feita por uma máquina, definir o que é vida e como se “mede” isso faz toda a diferença. É bem possível que na escola algum professor lhe tenha ensinado que “ser vivo é aquilo que nasce, cresce, se reproduz e morre”. Não deixa de ser verdade, mas os pesquisadores atualmente preferem algo mais ou menos como: “vida é um sistema químico auto-sustentável, capaz de se reproduzir e evoluir”.

Essas definições nos dão algumas pistas sobre quais as condições mínimas para um lugar poder abrigar vida – ou, pelo menos, a vida como a conhecemos aqui na Terra. A primeira delas é possuir os ingredientes básicos. Carbono, hidrogênio, nitrogênio e oxigênio estão entre os mais importantes. Até aí, tudo bem, pois todos esses elementos químicos existem em vários lugares do Universo. O problema são os outros pré-requisitos. Segundo as teorias científicas, provavelmente a vida na Terra começou com um grande sopão desses elementos nos oceanos primitivos. Eles foram se combinando em moléculas maiores, os aminoácidos, que depois foram se combinando entre si e, de alguma maneira, se tornaram capazes de se reproduzir e evoluir. E desse processo saem os outros dois pré-requisitos: água e energia.

Água em estado líquido é considerado o fator decisivo para a possibilidade de vida em outros planetas. Todos os seres conhecidos atualmente dependem de água para realizar as reações químicas que os mantêm vivos. Talvez a água não seja imprescindível, mas as formas de vida que surgissem seriam muito diferentes das que conhecemos.

E não basta ser H20. É preciso que seja água em estado líquido, senão as reações não têm como ocorrer. É aí que entra a questão da energia. Em geral, ela aparece na forma de calor, seja vinda como radiação (luz do Sol, por exemplo), seja do interior do planeta. Mesmo que um planeta tenha água, ele precisa ter energia na medida certa. Se for pouca, o planeta vai ser frio demais e a água vai estar congelada. Se for muita, só vai haver vapor. Em ambos os casos, a vida não teria como se desenvolver.

PLANETA VERMELHO

As sondas enviadas a Marte nos últimos anos nos deram algumas informações animadoras. O satélite Mars Global Surveyor fez mapas detalhados, mostrando que realmente há gelo, tanto de gás carbônico quanto de água, nos pólos de Marte. Os dados dos jipes robóticos Sojourner, Spirit e Opportunity indicam que já houve água correndo pela superfície marciana. A partir daí, as opiniões se dividem.

Análises de solo mostraram que há pouco carbono. A atmosfera de gás carbônico é extremamente fina e não é capaz de proteger o planeta dos raios ultravioleta, que destroem as moléculas orgânicas. As temperaturas podem cair fácil para 100 graus Celsius negativos. Por isso, os cientistas mais pessimistas acreditam que seja muito difícil haver vida em Marte. Já os otimistas levantam outras hipóteses. Talvez, no subsolo, existam lugares mais quentes e protegidos capazes de abrigar bactérias. Os pólos, onde está a água em forma de gelo, também não foram visitados ainda e podem esconder surpresas.

Mas em uma coisa todos concordam: é muito provável que Marte tenha abrigado vida no passado. Os estudos mostram que o planeta já teve uma atmosfera mais densa e que as temperaturas já foram mais altas. “Se isso for verdade, Marte foi um lugar tão propício quanto a Terra para o surgimento da vida”, diz o cientista David Morrison, do Instituto de Astrobiologia da Nasa.

EUROPA E TITÃ

Quer dizer que estamos sozinhos no sistema solar? Talvez não. E a principal aposta recai sobre um planeta bem menos óbvio. Na verdade, uma lua: Europa, um dos satélites de Júpiter, é considerado o lugar mais provável para encontrar vida primitiva. Água há de sobra. O problema é que, como a distância em relação ao Sol é muito grande, fica tudo congelado a 170 graus negativos. Mas a sonda Galileu, que passou perto de Europa na década de 90, mostrou uma coisa surpreendente. Embaixo dos oceanos congelados foi detectada água líquida. “Como a energia da luz do Sol não chega embaixo desse gelo, as formas de vida seriam muito simples, como os micróbios que encontramos em grandes profundidades na Terra”, diz Morrison.

O terceiro – e último, até onde se sabe – lugar próximo que talvez possa formar vida é Titã, uma das luas de Saturno. É o único local no sistema solar, além da Terra, que tem uma atmosfera densa. Ela é muito semelhante à atmosfera primitiva do nosso planeta, o que deixa muitos cientistas animados. Só tem um problema: a temperatura da superfície é de 180 graus negativos.


Fora Marte, Europa e Titã, não há muita esperança de achar vida no sistema solar. Mas os cientistas não pretendem abandonar a busca. “Não há nada de conhecido que prove que a vida é um fenômeno que só poderia ocorrer na Terra”, diz Morrison.

Fonte:
http://super.abril.com.br

Ufologia é ciência?

Em novembro de 1977, o primeiro-ministro de Granada, Eric Matthew Gairy, sugeriu a criação de uma agência na Organização das Nações Unidas (ONU) para coordenar os estudos mundiais sobre o fenômeno óvni. A proposta foi adiante e, um ano depois, foi constituído um grupo de trabalho, formado, entre outros, pelos astrofísicos Josef Allen Hynek e Jacques Vallée, pelo engenheiro Claude Poher e pelo astronauta Leroy Gordon Cooper Jr. Pela primeira vez na curta história da ufologia, objetos voadores não-identificados seriam estudados com o aval de uma instituição digna de crédito no mundo todo. Mas os Estados Unidos não gostaram muito da idéia e avisaram que não financiariam qualquer investigação oficial sobre óvnis. Sem o apoio e a grana da maior economia do planeta, a idéia foi engavetada. E ficou uma pergunta no ar: se a ONU tomasse a frente desses estudos, a ufologia seria levada mais a sério?

Boa parte dos estudos sobre óvnis carece de rigor científico ou está impregnada de forte misticismo. A culpa é também dos cientistas, que evitam pisar nesse campo minado para não colocar em risco sua reputação

O estudo de óvnis é um campo minado, no qual os cientistas evitam pisar para não explodir a própria reputação. A maioria dos acadêmicos considera a ufologia uma pseudociência, ou seja, um trabalho destituído do rigor da metodologia científica. Para piorar, dezenas de charlatões tomaram conta das pesquisas ufológicas, com a intenção de explorar a boa-fé das pessoas. Mas há cientistas, com formação acadêmica e reconhecimento público, que adotaram a ufologia como sua especialidade. Como identificar quem é quem no meio desse balaio de gatos?

Primeiro, é preciso entender o conceito. A ufologia investiga o fenômeno óvni – qualquer objeto visto no céu que não possa ser identificado ao primeiro olhar. A hipótese extraterrestre é apenas uma das possibilidades a serem investigadas. “Este é o principal problema da ufologia: a maioria dos próprios ufólogos”, diz Rogério Chola, ombudsman da revista UFO. “Eles são os responsáveis por perpetuar os paradigmas de que óvni é o mesmo que nave extraterrestre.”

Esqueça os preconceitos

Os óvnis realmente existem. Pode ser um avião passando entre as nuvens, uma estrela brilhante, um meteoro, um satélite artificial, um balão meteorológico, pássaros. Pode ser um punhado de coisas banais que normalmente não tomariam a sua atenção, mas que, por terem aparecido em condições desfavoráveis – escuridão, neblina, distância –, não puderam ser identificadas de imediato. Os pilotos de aviões comerciais e militares freqüentemente encontram objetos desconhecidos no céu e relatam como óvnis. O papel dos ufólogos é este: buscar uma explicação para os fenômenos. “Se nenhuma dessas hipóteses explicar ou reproduzir o fenômeno, então o objeto continua sendo um óvni. Claro que a hipótese extraterrestre deve ser a última a ser considerada e, caso o óvni preencha certos requisitos, poderá ser enquadrado como um artefato de origem desconhecida da tecnologia humana e da natureza do planeta Terra. Ir além disso é especular sem argumentos convincentes”, afirma Chola.

As teorias

Atualmente, há quatro teorias sobre o fenômeno óvni. A primeira apela para o racional: óvni é algum tipo de aeronave avançada, secreta ou experimental de fabricação humana, desconhecida ou mal reconhecida pelo observador. A segunda é a mais polêmica: se nenhum fenômeno natural ou tecnologia terrestre servir de explicação, trata-se de uma espaçonave alienígena. A terceira teoria aponta para hipóteses psicossociais e psicopatológicas: quem vê um óvni sofre de algum distúrbio. E a quarta escola apóia-se na religião, no ocultismo e no sobrenatural – os óvnis são mensagens divinas ou diabólicas. Pobre do ufólogo quando as hipóteses de uma tendência misturam-se às de outra. “A ufologia extrapolou os seus limites ao enveredar por caminhos místicos e transcendentais, passando a estudar vida extraterrestre, canalizações de mensagens extraterrestres, contatos telepáticos e entidades de outras dimensões, entre outros, o que a rigor não compete a ela estudar”, diz Chola.

Mas a responsabilidade não é só dos ufólogos. Como a ciência abdicou do direito de estudar os óvnis, diversas histórias permanecem sem resposta e adubam a já fértil imaginação do homem. Um dos poucos cientistas que tentaram encontrar uma explicação para o fenômeno óvni foi o astrofísico americano Josef Allen Hynek (1910-1986), fundador do Centro para Estudos Ufológicos e conselheiro do Projeto Blue Book (leia mais na página 22). Nos anos 50, Hynek era cético sobre óvnis e acreditava que as descrições eram feitas por testemunhas que não haviam sido capazes de identificar objetos naturais ou de fabricação humana. Depois de ler dezenas de papéis, porém, ele encontrou relatos de gente instruída – como astrônomos, pilotos, oficiais de polícia e militares – que mereciam um mínimo de crédito. Hynek conversou com físicos que também contaram ter visto objetos voadores impossíveis de explicar à luz dos conhecimentos atuais da ciência. Ele então abandonou o ceticismo, encarou a ufologia como profissão, aplicou a metodologia científica nas pesquisas e foi um dos personagens da frustrada tentativa de abrir a agência coordenadora na ONU.


No entanto, aos poucos, Hynek se tornou um crítico da explicação extraterrestre. Em 1976, ele afirmou: “Tenho apoiado cada vez menos a idéia de que os óvnis são espaçonaves de outros mundos. Há tantas coisas se opondo a essa teoria. Para mim, parece ridículo que superinteligências viajariam grandes distâncias para fazer coisas relativamente estúpidas, como parar carros, coletar amostras de solo e assustar pessoas”. No final da vida, ele estava convencido de que os “discos voadores” tinham mais a ver com fenômenos psíquicos do que com veículos alienígenas.

Seja como for, a hipótese extraterrestre vem perdendo das outras teorias por falta de provas físicas. Em 60 anos, nenhum dos milhares de humanos que alegam ter contatado ETs conseguiu apresentar um único objeto comprovadamente de origem extraterrena. O mais famoso ufólogo do século 21, o americano cético Philip Klass, oferece 10 mil dólares a qualquer vítima de abdução que registrar queixa no FBI e deixar a polícia federal americana averiguar o caso. Se for verdade, o denunciante ganha a grana. Se for mentira, será multado em 10 mil dólares e preso por cinco anos. Até hoje, ninguém topou o desafio.


Fonte:
(por Leandro Steiw)
http://super.abril.com.br

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Os Circulos Inglêses e a Profecia Maia

Dia 15 de julho de 2008, apareceu um desenho em Avebury Manor Inglaterra.

Esse desenho:


Se pegarmos um software qualquer disponível na internet, como o celestia, por exemplo, e colocarmos no programa a data de 21 de dezembro de 2012, teremos exatamente a formação do desenho.


Formação planetária do dia 16 de julho de 2008.

Agora a formação em 21 de dezembro de 2012 (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte)

Agora; Júpiter, Saturno, Urano, Netuno e o rebaixado Plutão.

E o mais importante, como o desenho é fiel à formação em questão, teremos a uma evidência enorme dos extraterrestres como autores dos famosos "crop-circles".

Fonte:
http://www.cubbrasil.net

Arte rupestre achada na Índia sugere a presença ET na Terra

Um grupo de antropólogos que trabalham com tribos da montanha em uma área remota da Índia fizeram uma descoberta surpreendente: Pinturas rupestres representando alienígenas e naves que lembram os OVNIs.


As imagens foram encontradas no bairro Hoshangabad do estado de Madhya Pradesh apenas 70 quilômetros do centro administrativo local de Raisen.

As cavernas estão escondidas nas profundezas da selva densa.


Uma imagem clara do que poderia ser um ET no traje espacial pode ser visto em uma pintura rupestre, juntamente com um disco voador clássico que parece ter algo irradiando para baixo.

Esta imagem pode levar os ufólogos a concluir que as imagens podem ter sido elaboradas com a participação de alienígenas.

O Arqueólogo, Sr. Wassim Khan, foi ver pessoalmente as imagens. Ele alega que os objetos e criaturas são totalmente anormais e fora da realidade do tempo quando comparado a outras, já foram descobertos exemplos de artes rupestres retratando a vida antiga na região também.

O arqueólogo acredita que esta arte rupestre poderia sugerir que seres de outros planetas interagira com os seres humanos desde os tempos pré-históricos: confirmando ou aumentando ainda à teoria dos astronautas antigos, que postula que a civilização humana foi criada com o apoio dos extraterrestres.

Fonte:
http://www.cubbrasil.net

OVNIs - UFOs


Era uma tarde ensolarada no dia 24 de junho de 1947. O comerciante Kenneth Arnold pilotava seu monomotor a uma altura de 3 mil metros, acima das montanhas Cascade, em Washington, nos Estados Unidos. Arnold admirava a paisagem tranqüilamente quando, de repente, viu um clarão branco-azulado no céu. Achou que fosse alguma explosão. Segundos depois, viu nove objetos cintilantes em forma de disco que passaram raspando sobre o topo das montanhas a uma velocidade depois estimada em 2 700 quilômetros por hora – quase três vezes mais rápido que qualquer jato da época. Mais tarde, ao relatar o episódio a um jornalista, Arnold afirmou que os objetos “voavam como um disco deslizando sobre a água”. Estava cunhado o termo “disco voador”. Mais do que isso: fora dada a largada para a era moderna dos óvnis (objetos voadores não-identificados).

Pilotos de avião são testemunhas privilegiadas de objetos misteriosos que cruzam os céus. Foram seus relatos que deram início à era moderna dos discos voadores

O termo óvni (do inglês ufo – unidentified flying object), largamente utilizado hoje, é relativamente recente. Foi criado pela Força Aérea dos Estados Unidos no início dos anos 50, em meio aos milhares de relatos de avistamentos que passaram a pipocar em todo o território americano desde o incidente de Washington, em 1947. O termo se refere a qualquer objeto extraordinário, em vôo ou pousado, que o observador não consiga identificar. Após investigação, 90% dos casos são solucionados. Em geral, trata-se de aviões em treinamento, balões meteorológicos, planetas, cometas, meteoros ou até mesmo fenômenos atmosféricos que pouca gente conhece, como formações incomuns de nuvens e alguns tipos de relâmpagos. O grande mistério, no entanto, reside nos 10% de casos que permanecem sem explicação. Para os céticos, isso acontece pela insuficiência de dados ou simplesmente porque a ciência ainda não encontrou explicações plausíveis para aqueles fenômenos, o que não significa que eles tenham origem extraterrestre. Para os que acreditam em discos voadores, esses 10% seriam provas cabais da existência de vida em outros planetas.

Os casos de avistamento de óvnis são muito comuns entre pilotos de avião. Normalmente, as testemunhas descrevem objetos ou luzes misteriosas que riscam o céu numa velocidade muito maior que a das aeronaves conhecidas. Sozinhas ou em bandos, elas fazem inúmeras manobras arriscadas e desaparecem rapidamente, sem deixar vestígios. Um dos casos clássicos é o dos Foo Fighters (algo como “aviões caça-fantasmas”). Durante a Segunda Guerra Mundial, pilotos americanos relataram ter observado bolas luminosas e coloridas que surgiam do nada e pareciam perseguir seus aviões. A essas luzes, algumas vermelhas, outras laranjas e brancas, que piscavam como luzes de árvores de natal, eles deram o nome de Foo Fighters. Os americanos achavam que eram armas secretas dos países do Eixo. Curiosamente, os pilotos alemães relataram a mesma coisa – e pensavam que fossem armadilhas dos Aliados. Na explicação de alguns ufólogos, tratava-se na verdade de naves extraterrestres com a missão de espionar as operações militares na Terra. Para os céticos, no entanto, os Foo Fighters nada mais eram do que um fenômeno atmosférico conhecido como “fogo-de-santelmo”, uma chama que surge no céu por causa da eletricidade atmosférica.

PERSEGUIÇÃO FATAL

Um dos casos de avistamento mais trágicos nos anais da ufologia é o do piloto americano Thomas Mantell, morto em 7 de janeiro de 1948. Até aquela data o público via os óvnis como algo fascinante, porém inofensivo. Com a morte do jovem piloto durante perseguição a um óvni, um novo elemento passou a compor o cenário: talvez os supostos visitantes não fossem exatamente pacíficos como imaginavam os terráqueos. O incidente começou ao anoitecer no estado americano de Kentucky. Diversas pessoas afirmaram ter visto um estranho objeto riscando o céu a alta velocidade. Entre os observadores estavam operadores da torre e o comandante da base aérea de Godman. Quatro caças Mustang F-51, da Guarda Aérea Nacional, estavam se preparando para aterrissar quando receberam instruções para averiguar o que era aquilo no céu. Um avião voltou à base porque estava sem combustível. Outros dois interromperam a perseguição na metade. Só Mantell prosseguiu em direção ao objeto. “Vou subir a 6 mil metros e, se não conseguir me aproximar, volto para a base”, avisou. Foram suas últimas palavras. Horas mais tarde, seu corpo seria encontrado entre destroços do F-51 na terra.

A conclusão da investigação feita pela Aeronáutica foi que Mantell perdera os sentidos a 6 mil metros do solo por causa da falta de oxigênio. Seu avião simplesmente rodopiara até cair no solo. O objeto que atraíra o piloto à morte teria sido o planeta Vênus brilhando no céu. No entanto, pelos cálculos feitos por outros pesquisadores – levando em conta a posição de Mantell quando foi contatado pela última vez e a posição de Vênus –, isso teria sido impossível. Mais tarde, foi relatado que a Marinha desenvolvia pesquisas de grande altitude naquela região num projeto chamado Skyhook. Mantell teria perseguido um dos balões de pesquisa do projeto. O caso, no entanto, permanece sem conclusão – uma incerteza, aliás, típica em relatos de avistamento. Para os que crêem em discos voadores, não há dúvidas: o avião de Mantell foi abatido por uma nave alienígena e o governo americano estaria tentando encobrir o caso para não causar pânico na população.

Outro caso célebre de avistamento por piloto ocorreu em novembro de 1986, quando a tripulação de um avião da Japan Airlines observou três óvnis sobre o Alasca. A história ganhou notoriedade porque a Aeronáutica americana anunciou que investigaria o incidente, já que um objeto não-identificado fora detectado no radar do controle de tráfego aéreo do Alasca. O capitão da aeronave, o japonês Tenju Terauchi, um piloto com centenas de horas de vôo, deu inúmeras entrevistas contando o que vira. Mais tarde, ele foi afastado do cargo, aparentemente por sua indiscrição no caso. Até hoje o mistério não foi esclarecido.

Fonte:
http://super.abril.com.br

domingo, 19 de setembro de 2010

Os Circulos nas Plantações, Circulos Inglêses (Crop Circles)

O sol se põe em um campo no sul da Inglaterra, e quando é dia novamente, o campo foi transformado em uma enorme obra de arte. Uma parte da plantação foi esmagada formando círculos, anéis e outras formas geométricas complexas. Mas quem fez isso?

Será que os círculos nas plantações são feitos por alienígenas? Será que são um fenômeno natural, criado por correntes de ar carregadas de eletricidade? Ou são simplesmente trotes elaborados de alguns brincalhões talentosos? Há muitas teorias à disposição, mas a verdade permanece indefinida.

Foto: circlemakers.org
Formação descoberta em Tan Hill em Wiltshire, Inglaterra

Neste artigo, investigaremos o fenômeno dos círculos nas plantações: o que são, onde podem ser encontrados, como são feitos (informações de pessoas que dizem criá-los) e como os pesquisadores estão estudando este fenômeno - em um grande esforço para separar o sobrenatural do científico.

Foto: circlemakers.org
Círculo na plantação descoberto em Alton Barnes, Inglaterra, em 2004

O que são círculos nas plantações?

Os círculos nas plantações são desenhos que aparecem em campos. O desenho é criado através do esmagamento de certas áreas das plantações, enquanto outras são deixadas intactas. A extremidade é tão perfeita que parece ter sido feita com uma máquina. Mesmo tendo sido curvadas, as hastes não são danificadas. Na maioria das vezes, a plantação continua a se desenvolver normalmente.

Às vezes, os desenhos são círculos simples. Em outras ocasiões, são desenhos elaborados com várias formas geométricas interconectadas.

Foto: circlemakers.org
Esta formação de "labirinto ótico", perto da Floresta Savernake em Wiltshire, consiste de 180 elementos separados, em pé e achatados, em uma área de
60 metros de diâmetro

Os fazendeiros relatam encontrar círculos estranhos em seus campos há séculos. O relato mais antigo de um círculo na plantação data de 1500. Uma gravura em madeira do século XVII mostra uma criatura diabólica fazendo um círculo na plantação. As pessoas que viviam nessa área chamavam a criatura de "diabo ceifador".

Em uma edição de 1880 do jornal "Nature", o cientista amador John Rand Capron relatou uma formação perto de Guildford, Surrey, no sul da Inglaterra. Ele descreveu sua descoberta como "um campo de trigo consideravelmente destruído, não totalmente, mas em pedaços, formando, quando se vê à distância, manchas circulares". Ele continuou: "Eu não pude rastrear no local qualquer circunstância que esclarecesse as formas peculiares daqueles pedaços no campo. Eles me sugeriram alguma ação ciclônica do vento".

Os relatos de círculos nas plantações eram esporádicos até o século XX, quando os círculos começaram a aparecer nos anos 60 e 70 na Inglaterra e nos Estados Unidos. Mas o fenômeno não ganhou atenção até 1980, quando um fazendeiro no Condado de Wiltshire, Inglaterra, descobriu três círculos, cada um com 18 metros, em suas plantações de aveia. Os ufólogos e a mídia foram à fazenda, e o mundo começou a tomar contato com os círculos nas plantações.

Nos anos 90, os círculos nas plantações já tinham se tornado uma atração turística. Apenas em 1990, mais de 500 círculos apareceram na Europa. Nos anos seguintes, houve milhares. Vieram visitantes do mundo inteiro para vê-los. Alguns fazendeiros até cobraram entrada para suas atrações misteriosas.

Cerealogia

Os apaixonados pelos círculos nas plantações entitulam-se cerealogistas - de Ceres, deusa romana da agricultura. A maioria dos cerealogistas (ou "croppies", como também são chamados) acredita que os círculos nas plantações são o trabalho de extraterrestres ou de vórtices de plasma.

Os desenhos dos círculos das plantações

Os círculos das plantações não são apenas círculos, eles podem aparecer em muitas formas diferentes. O círculo na plantação mais básico (e mais comum) é o círculo único. Os círculos podem aparecer em conjuntos de dois (pares), três (trios) ou quatro (quádruplos). Os círculos também podem estar circundados por um anel externo fino .

Foto: circlemakers.org
Formação em Ogbourne St. George em Wiltshire

As hastes dentro do círculo são curvadas no que é conhecido como desenho em redemoinho, e os círculos podem girar no sentido horário ou anti-horário. Em desenhos com vários círculos, um pode girar no sentido horário e um outro no anti-horário. Mesmo um único círculo pode conter duas "camadas" de hastes, cada uma girando em uma direção diferente.

Os círculos nas plantações podem variar de alguns centímetros a algumas centenas de metros. A maioria dos círculos antigos eram desenhos circulares simples. Mas depois de 1990, os círculos tornaram-se mais elaborados. Esses desenhos mais complexos foram chamados pictogramas. As plantações podem ser feitas para ter qualquer aparência: rostos sorridentes, flores ou até mesmo palavras. Os círculos nas plantações são às vezes desenhos únicos, mas também podem ser baseados em motivos antigos.

Foto: circlemakers.org
Um círculo perto de Silbury Hill em Wiltshire, Inglaterra, que lembra uma Pedra Solar Asteca

Foto: circlemakers.org
Uma formação em West Kennett, Wiltshire, na forma de um símbolo celta chamado Trisquel

Alguns dos desenhos mais sofisticados são baseados em equações matemáticas. O astrônomo e antigo professor da Universidade de Boston, professor Gerald S. Hawkins estudou vários círculos nas plantações e descobriu que as posições dos círculos, triângulos e outras formas foram escolhidas com base em relações matemáticas específicas. Em um desenho com um círculo externo e um interno, a área do círculo externo era exatamente quatro vezes a do interno. A precisão das formas indica que quem quer que tenha feito os círculos tem um conhecimento complexo de geometria Euclidiana (a geometria de uma superfície plana introduzida pelo matemático Euclides, de Alexandria).

Alguns círculos têm linhas finas que se distanciam deles. Estas linhas, chamadas pontas, na verdade não fazem parte do círculo. São criadas pelo trator do fazendeiro.

Escrevendo

Em 1987, a mensagem WEARENOTALONE apareceu em uma plantação ("nós não estamos sozinhos"). Os céticos argumentaram que se a mensagem tivesse sido feita por alienígenas, seria YOUARENOTALONE ("vocês não estão sozinhos").

Localização dos círculos

A maioria dos círculos está concentrada no sul da Inglaterra, principalmente nos condados de Hampshire e Wiltshire. Muitos deles foram encontrados perto de Avebury e Stonehenge, dois locais místicos onde existem grandes monumentos de pedra.

Foto: circlemakers.org
Formação em Avebury Trusloe em Wiltshire

Porém, os círculos nas plantações não estão confinados à Inglaterra. Foram localizados nos Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão, Índia e em outras partes do mundo.

A "época" dos círculos nas plantações vai de abril a setembro, o que coincide com a época do crescimento. Os círculos tendem a ser criados à noite, escondendo seus criadores (humanos ou não) dos olhos curiosos.

Os desenhos nas plantações podem ser encontrados em campos de trigo, milho, aveia, arroz, sementes de colza, cevada, centeio, tabaco e até mesmo ervas daninhas. A maioria dos círculos é encontrada em áreas mais baixas próximas a montanhas íngremes, o que pode explicar a teoria dos ventos sobre sua criação.

No Brasil

Se os desenhos em plantações já foram encontrados em várias partes do mundo, parece que pelo Brasil eles nunca fizeram muito sucesso. Há relatos sobre um desenho desses encontrado em Boca do Acre, no Amazonas, mas que não apresenta as mesmas características que intrigaram os cientistas. De fato, esse desenho parece mesmo é coisa de alienígena amador.

Formações de luzes

Em agosto de 2001, duas testemunhas na Holanda viram "colunas" ou "tubos" de luz branca descerem em um campo de vagem. Logo depois, viram uma nova formação na plantação, exatamente onde a luz tinha descido.

Quem faz os círculos nas plantações?

A resposta para quem ou o quê está criando estas formações nas plantações não é fácil. Alguns dizem que são feitos por OVNIs. Outros dizem que são um fenômeno natural. Outros ainda dizem que são trotes feitos por equipes especializadas.

As teorias:

  • OVNIs e alienígenas
Possivelmente a teoria mais controversa é a de que os círculos nas plantações seriam trabalho de visitantes de outros planetas, algo como cartões de visita de alienígenas.

As pessoas que concordam com essa teoria dizem que os círculos são impressões deixadas por naves espaciais que aterrisam ou mensagens trazidas de longe para nós terráqueos. Algumas testemunhas declaram ter visto luzes de OVNIs e ruídos estranhos vindo do local onde os círculos apareceram.

  • Ventos
A teoria mais científica diz que os círculos nas plantações são criados por pequenas correntes de redemoinhos chamadas vórtices (semelhante a "diabos do pó"). As colunas giratórias forçam lufadas de ar para o solo, esmagando as plantações. Os vórtices são comuns em áreas montanhosas como as do sul da Inglaterra.

O Dr. Terence Meaden, da TORRO , Organização de Pesquisa do Tornado e da Tempestade em Wiltshire, Inglaterra, diz que os vórtices que criam os círculos nas plantações são carregados com energia (sua idéia é chamada de Teoria do Vórtice de Plasma). Quando as partículas de pó são carregadas pelos redemoinhos, pode parecer que elas brilham, o que poderia explicar as luzes brilhantes que muitas testemunhas de círculos de plantações disseram ser alienígenas.

Mas a dúvida continua: como alguns segundos de ar em movimento giratório podem criar tais círculos tão perfeitamente definidos e complexos?

  • Aeronaves
Alguns pesquisadores têm a teoria de que aviões ou helicópteros formam correntes descendentes que fazem desenhos nas plantações.

As tentativas de recriação feitas até hoje não foram capazes de produzir os tipos de correntes descendentes necessárias para fazer as extremidades perfeitamente redondas da maioria dos círculos nas plantações.

  • Energia da Terra

Alguns pesquisadores acreditam que o planeta cria sua própria energia, que forma os círculos. Uma possível forma de energia da Terra é a radiação eletromagnética. Na verdade, os cientistas têm medidas de fortes campos magnéticos dentro dos círculos e os visitantes algumas vezes relataram ter sentido um formigamento em seus corpos enquanto estavam dentro ou próximos aos círculos.

No início dos anos 90, o biofísico americano William Levengood descobriu que as plantações nos círculos eram danificadas de uma maneira muito parecida com o que acontece com plantas aquecidas em um forno de microondas. Ele propôs a idéia de que as plantações eram rapidamente aquecidas de dentro pra fora por algum tipo de energia em microondas.

Outros pesquisadores dizem que a energia se encontra embaixo da terra ou dentro do solo. Esta energia pode ser natural, como por exemplo de fungos que atacam as plantações e fazem com que as hastes se curvem, ou é um subproduto de algo feito pelo homem, como as bombas que explodiram na II Guerra Mundial.

As pessoas próximas dos locais dos círculos tiveram algumas estranhas reações físicas e emocionais. Alguns relataram terem sentido tontura, desorientação, paz ou nervosismo. Outros disseram que ouviram um zunido ou sentiram um formigamento. Depois de visitar a formação Julia Set, perto de Stonehenge, em 1996, um grupo de mulheres reportou mudanças em seus ciclos menstruais. O fato mais surpreendente foi o de algumas mulheres que já tinham passado pela menopausa e voltaram a menstruar repentinamente depois de visitarem o local.

  • Humanos

A explicação mais fácil para os círculos nas plantações é a de que eles são feitos por pessoas, criados por diversão ou para desnortear os cientistas. Entre os mais famosos desenhistas de plantação está a equipe britânica de Doug Bower e Dave Chorley, conhecidos como "Doug e Dave". Em 1991, a dupla apareceu e anunciou que tinha feito centenas de círculos em plantações desde 1978. Para provar que eram eles os responsáveis, fizeram um filme para a BBC em que apareciam fazendo um círculo com um aparelho de corda e uma tábua em um campo de Wiltshire.

Joe Nickell, antigo membro pesquisador do CSICOP, Comitê para Investigação Científica de Alegações do Paranormal diz que os círculos nas plantações têm todas as evidências de fraude: eles estão concentrados principalmente no sul da Inglaterra; tornaram-se mais elaborados com o decorrer dos anos (indicando que os fraudadores estão melhorando seu trabalho); e seus criadores nunca se deixaram ser vistos. Mas mesmo quando desenhistas de plantação alegam responsabilidade por centenas de desenhos, as fraudes não dão conta de todos os milhares de círculos em plantações que já foram criados. Colin Andrews, cerealogista e autor do livro "Circular Evidence", admite que cerca de 80% dos círculos nas plantações são feitos por homens, mas diz que os outros 20% são provavelmente trabalho de alguma "força maior".

Como se faz um círculo na plantação?

Os círculos nas plantações parecem ser formações muito complexas, com muitas formas geométricas ligadas a desenhos sofisticados. Mas o básico da criação de um círculo na plantação e as ferramentas envolvidas são, na verdade, razoavelmente simples.

Em geral, os desenhistas de plantação seguem os seguintes passos:

  • escolhem um lugar;
  • criam um diagrama do desenho (apesar de alguns preferirem deixar para ter uma idéia quando chegarem ao local);
  • vão ao campo e usam cordas e medidas para medir o círculo;
  • um deles fica no meio do círculo proposto e se vira em um pé só enquanto empurra as plantas para baixo com o outro pé para fazer um centro;
  • a equipe faz o raio do círculo usando um longo pedaço de corda amarrado dos dois lados a uma prancha de aproximadamente 1,2 m, chamada de pisadora de hastes (também pode ser usado um cilindro de jardim). Um membro da equipe fica no centro do círculo enquanto o outro caminha em volta da extremidade do círculo, colocando um pé no meio da tábua para fazer o contorno do círculo.

Fotos: circlemakers.org
Os desenhistas de círculos Rod Dickinson e Wil Russell em ação

Em agosto de 2004, a National Geographic entrou em contato com uma equipe que incluía os desenhistas de círculos John Lundberg, Rod Dickinson e Wil Russell e pediu uma demonstração à luz do dia, em Wiltshire, para um documentário sobre círculos nas plantações. Estes são os projetos dos trabalhos:

Foto: circlemakers.org

Essas são as ferramentas que usaram:

Foto: circlemakers.org
O criador de círculos John Lundberg mostrando um dos 'pisadores de hastes' (em frente ao grupo) que sua equipe usará para criar a formação

Este é o círculo resultante:

Foto: circlemakers.org
Esta formação, criada em um campo em frente ao Monte Silbury, em Wiltshire, demorou quatro horas para ser criada

Os fazedores de círculos evitam ser pegos ao trabalharem à noite e escondendo seus rastros em marcas existentes de trator.

Círculos nas plantações para fins lucrativos

Alguns desenhistas de círculos estão transformando seu talento em um verdadeiro negócio, e lucrando muito com isso. Uma equipe com os artistas John Lundberg, Rod Dickinson e Wil Russel viaja pelo mundo todo fazendo círculos em plantações como propaganda de grandes corporações. Sua lista de clientes inclui uma empresa de chips de computadores multibilionária, um fabricante de automóveis e uma empresa de televisão digital. Apesar de não divulgarem exatamente quanto eles ganham por desenho em plantação, seus ganhos estão entre as centenas de milhares de dólares.

Foto: circlemakers.org
Para a empresa Sanrio, a equipe trabalhou com outros artistas para criar um retrato de 60 metros em um campo de trigo em Yatesbury, Wiltshire, para comemorar o 30º aniversário de Hello Kitty

Como os pesquisadores estudam os círculos nas plantações?

Quando os pesquisadores vêm à cena de um círculo em uma plantação, conduzem uma investigação completa, incluindo os seguintes métodos:

conversar com possíveis testemunhas oculares e residentes das redondezas;
examinar o local e o clima onde os círculos se formaram;
examinar as plantações afetadas e o solo circundante com técnicas sofisticadas, como análise de difração de raio-X (disparos de raio-X em uma amostra para determinar sua composição);
fazer leituras de energia eletromagnética dentro e próximo dos círculos;
analisar os desenhos do círculo (alguns desenhos complexos são comparados a hieroglifos ou a outros símbolos antigos).

Foto: circlemakers.org
Esta formação foi descoberta em Eastfield, Inglaterra, em junho de 2004. Um artigo da Western Daily Press chamou o desenho de "sinistramente semelhante a esboços de uma das antigas peças de equipamento de Nikola Tesla".

Os pesquisadores vêm considerando a questão dos círculos nas plantações há muitas décadas, mas ainda não conseguiram uma resposta real para a razão de sua existência.

Fonte:
http://pessoas.hsw.uol.com.br
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